My Fairy Tail World!

Sweet and flowers

28 de novembro de 2014

A Esperança – Parte 1 – Mais dramático e menos dinâmico, terceiro filme da série aumenta a ansiedade para desfecho


Está em exibição, nos cinemas, o terceiro filme da série literária de sucesso da escritora Suzanne Collins, “Jogos Vorazes – A Esperança – Parte 1”. O longa é dirigido pelo visionário Francis Lawrence e protagonizado pela jovem sensação de Hollywood, Jennifer Lawrence.

Sinopse: Katniss Everdeen (Jennifer Lawrence) encontra-se no Distrito 13 depois de ter literalmente acabado com os jogos para sempre. Sob a liderança da Presidenta Coin (Julianne Moore) e seguindo os conselhos de seus amigos de confiança, Katniss abre suas asas tanto quanto luta para salvar Peeta (Josh Hutcherson) e toda uma nação movida por sua coragem.


Filmes que acabam virando sagas e são considerados de transição não tem um início e um fim definido. Por isso, é essencial assistir, antes de “A Esperança”, os primeiros filmes da história. Na “Parte 1”, somos apresentados a um cenário de guerra e a uma protagonista tensa, preocupada, com medo do futuro que terão as pessoas importantes para ela. 

De fato, a carga politica e teor pareado com a realidade das páginas dos livros é transmitida para o longa. Isso faz com que a saga não seja fútil e tenha reflexões para discussões pós- filme. A ação vista nos outros filmes fica mais de lado, dando lugar para os dramas e desafios enfrentados por Katniss . Como não há Jogos no longa, a trama perde um pouco do ritmo dos dois primeiros filmes. A história é mais dramática e arrastada, e estratégias são visadas tanto do lado da Capital, quanto dos refugiados. 



A terceira parte explora, ainda, a forma de como a propaganda é usada para definir o cenário de um conflito. É interessante a premissa em cima da voz da revolução, no caso Katniss Everdeen, sobre a forma de como são tratadas as questões de imagem e ação em uma era de mídia. A música cantada por Katniss, que vira hino da revolução, ilustra bem isso. 

O elenco é composto por grandes e renomados atores e jovens talentos da atualidade: Josh Hutcherson , o Peeta,  é destaque mas não aparece muito na trama, dando espaço maior para Liam Hemsworth, o Gale.


Dentre todos estes, o trio Jennifer Lawrence, Julianne Moore, e Philip Seymour Hoffman (em um de seus filmes póstumos) são, com certeza, as forças do filme, tanto no enredo quanto na perspectiva de desempenho. Juntos, eles conseguem moldar a trama com um senso de gravidade e importância condizente com seus temas difíceis. O veterano Donald Sutherland também está cada vez mais odioso com seu personagem temido, o Presidente Snow. 


Filmes com temáticas parecidas estão brotando nas salas de cinemas. Opções para os variados gostos e gêneros não faltam. A meu ver, ” Jogos Vorazes” está na frente de todos. Uma saga que prometeu ser a nova sensação “movie-teen” do momento mostra toda sua maturidade agradando diversas faixas etárias e até os críticos mais chatos, provando ser maior que rótulos. Vamos aguardar o desfecho de toda a história na “Parte 2”. 

Avaliação: Ótimo


27 de novembro de 2014

Irmã Dulce - Emocionante longa biográfico


Madre Tereza já dizia “As mãos que ajudam são mais sagradas que os lábios que rezam”, pois assim como ela, o Anjo Bom da Bahia, Irmã Dulce rezava muito, mas ajudava mais ainda. Chega aos cinemas, na quinta-feira agora (27), o emocionante longa biográfico “Irmã Dulce”, do diretor Vicente Amorim (Corações Sujos). 

Sinopse: “Irmã Dulce” conta a emocionante história da mulher que, indicada ao Nobel, chamada em vida de “Anjo Bom da Bahia” e beatificada pela Igreja, nunca se importou com títulos. A história de uma mulher cujo único objetivo era confortar os necessitados, cuidar dos doentes, amparar os miseráveis – a qualquer custo, com a ajuda de quem fosse. (Filmow).


O filme possui atuações primorosas, bela fotografia, trilha sonora e um roteiro ágil e completamente envolvente, fazendo com que o mesmo (embora curto) não se torne cansativo. O longa toca não apenas as pessoas religiosas, mas quem realmente gosta de cinema e de ver uma boa e bela história sendo contada de maneira impar. 

É quase impossível não se emocionar ou se envolver com a trama de uma pessoa que conviveu com a pobreza e a miséria desde menina, não porque era pobre ou miserável, mas porque sempre via a mãe (interpretada por Glória Pires) ajudar aqueles que mais precisavam. A infância e adolescência não são exploradas no longa. A pequena Maria Rita (nome verdadeiro de irmã Dulce) aparece em flashbacks na memória da freira, já adulta, que tem que lidar com as dores dos necessitados, dores estas que são muitas.

A coragem de querer ajudar o próximo e a força de ir adiante perante tantos impedimentos (políticos, sociais e financeiros) transforma Irmã Dulce em um verdadeiro anjo bom. Pelo seu trabalho com os pobres e a construção do Hospital Santo Antônio, Irmã Dulce foi indicada ao Nobel da Paz pelo então presidente do Brasil, José Sarney, com o apoio da rainha da Suécia.

As atrizes que interpretam a protagonista conseguem traspor a veracidade das situações enfrentas pela irmã. Bianca Comparato é Dulce na fase jovem e Regina Braga, na fase adulta. 


O filme mostra ainda a relação afetiva de mãe e filho que a Irmã tinha com as crianças que “criava” e, principalmente, João, um menino que a irmã cuidou desde criança e, quando adulto, se perdeu na criminalidade. João (interpretado na fase adulta pelo ator baiano Amaurih Oliveira) acaba sendo um dos conflitos vivenciados pela irmã. A partir das cenas com João, podemos perceber como ela era respeitada e venerada em sua cidade por todas as religiões e classes sociais. 

Uma das cenas mais fortes do filme é quando um senhor muito de idade está no leito aguardando a ultima visita de irmã Dulce. Quando a freira chega, ele nada diz, apenas aperta sua mão e, com um olhar, se despede ali mesmo. A cena final do reconhecimento pelo seu trabalho de caridade, no encontro com o Papa João Paulo II, também merece destaque. 


O filme explicita que Deus capacita algumas pessoas na terra para ser exemplo de ir contra tudo e lutar muitas vezes sem condições, persistir na vida e acreditar nos seres humanos. Ela tinha ao seu lado sua família, que sempre a apoiava muito, e todas as outras irmãs, que acreditaram em sua causa. Mesmo quando estava lutando só, devido a problemas com sua congregação de freira, nunca dizia que estava só: “Deus sempre está comigo”. 

Quantas vidas foram salvas por ela? Irmã Dulce, mesmo com problemas de saúde, teve coragem de fazer algo concreto e certo. Ela fez “o bem sem olhar a quem” e, principalmente, teve a coragem de tentar mudar o mundo com gestos concretos e verdadeiros. Um filme grandioso. Recomendo! 

Avaliação: Excelente 

6 de novembro de 2014

Interestelar - Grandes atuações e visual deslumbrante para uma trama repleta de exageros e sentimentos


Difícil mesmo é escrever essa crítica sem soltar algum tipo de spoiller do filme. Porém, a trama é justamente assim, criada para surpreender e dividir opiniões. O trailer não entrega nada e atiça a vontade de correr para salas de cinema para poder descobrir os segredos de mais um (ousado) projeto do excelente Christopher Nolan (A Origem, nova trilogia de Batman). Além do mais, o elenco - que conta com veteranos e jovens talentos de Hollywood- também é um forte chamariz para a película. 

O filme chega aos cinemas na próxima quinta-feira, 6 de novembro.  


Sinopse: Um grupo de exploradores faz uso de um buraco negro recém-descoberto para superar as limitações de uma viagem espacial humana e conquistar as grandes distâncias relacionadas a uma viagem interestelar. (do site Filmow).

De fato, Nolan é um gênio quando se trata de prender o espectador e deixá-lo envolvido com a história. Durante as suas três horas de duração, só olhei para o relógio uma vez ,já no fim do filme. O misto de sentimentos, que envolve tensão, emoção e reviravoltas surpreendentes, acompanha a trama e seus personagens carismáticos e enigmáticos. 

Grandes atuações 

O elenco é encabeçado pelo vencedor do Oscar do ano passado, Matthew McConaughey, que justifica o prêmio com um desempenho impressionante na pele de Cooper, um engenheiro viúvo e pai de dois filhos, que virou fazendeiro e planta milho para subsistência. Junto a ele, está a excelente Anne Hathaway, que interpreta Dra. Amelia Brand a companheira do personagem de Matthew no espaço. Jessica Chastain interpreta a filha de Cooper na fase adulta. (na fase criança ela é interpretada brilhantemente pela jovem atriz Mackenzie Foy).


Completam o time ainda o veterano Michael Caine, como Dr. Brand; e David Gyasi e Wes Bentley, como os astronautas Romilly e Doyle, além de duas luxuosas participações de Ellen Burstyn e Matt Damon. (prefiro não comentar quais são seus personagens para não entregar cenas chaves do filme).

A trilha sonora de Hans Zimmer, os efeitos, fotografia e toda a estética visual estão impecáveis, e também são destaque na trama. Pude perceber algumas referências ao clássico “2001 - Uma Odisseia no Espaço” e há cenas que lembram “Gravidade” de Alfosón Cuáron.


Desfecho duvidoso (este parágrafo contém Spoillers).

 O desfecho, porém, é muito confuso e um pouco decepcionante. Mostra que a força do amor (no caso amor de pai para filha) pode ser a resposta para o futuro ameaçado da humanidade. As teorias inventadas são completamente confusas e tão absurdas de um jeito que só mesmo absorvendo tais ideias para poder se ligar na mensagem final que o longa quer transmitir. Talvez o roteiro de Jonathan Nolan (o irmão do diretor) deveria ser mais convincente e menos mirabolante, para obter um final diferente e que não prejudicasse toda a maestria das sequências até determinado momento. 

Emoções à flor da pele.

Mesmo assim, “Interestelar” não deixa de ser um belo filme e cheio de grandes atuações. Além disso,  o longa tem a coragem de ser abertamente sentimental, fazendo perguntas sobre o sentido da vida em meio a um espaço tão grandioso, belo e repleto de surpresas. 


Avaliação: Bom

Obs: Assistir em IMAX vale muito a pena. 


31 de outubro de 2014

Cinco anos de Coffee and Movies



Hoje o blog completa cinco anos de vida!! Sim, cinco anos! Passou tão rápido que nem acredito como consegui manter um blog durante tanto tempo. Para muitos pode parecer bobagem mas o Coffee and Movies, mudou minha vida. Através do blog conheci pessoas maravilhas, vivi situações incríveis e passei por muita coisa também. 

Apesar de toda felicidade que o blog sempre me proporcionou é claro que tiv
e e tenho meus momentos de dificuldades mas com vocês tudo fica mais fácil. Bem mais fácil, acreditem!

Antes de mais nada gostaria de dizer que esta data não será passada em branco. Como comentei há algum tempo o blog está passando por um período de transição. Em novembro poderei contar tudo para vocês! Tudinhooooooooooooooooooo. É muita novidade e muito coisa boa. Podem acreditar! \o/

No momento o blog pode estar meio parado mas não se preocupem que logo mais teremos uma MEGA novidade. Esta fotinha que posto junto com esta mensagem faz parte desta GRANDE NOVIDADE.

Quero continuar escrevendo por muitos e muitos anos nesse meu cantinho que me faz tão bem e espero que todos vocês continuem me acompanhando.

Vem aí o filme Orgulho e Preconceito e Zumbis

É isso mesmo pessoal! O filme que está para estrear faz décadas- brincadeira- começou a ser gravado! O longa Orgulho e Preconceito e Zumbis ( leia a resenha do livro aqui), baseado no livro do autor Seth Gragame-Smith já está em fase de produção e dessa vez não é mentirinha não viu gente?

“O SR. Darcy observava  Elizabeth e suas irmãs abrindo caminho, decapitando um zumbi depois do outro, sem se deterem”- Página 15

No elenco estão, Lily James (Elizabeth Bennett), Sam Riley (Darcy), Bella Heathcote (irmã de Elizabeth), Jack Huston (Wickham) e Matt Smith (Sr. Collins).

Um p.s.: O  Mr. Darcy  será interpretado pelo ator Sam Riley  - por quem tenho uma leve "quedinha"-ahahah. Acho que nem todo mundo conhece o cara mas ele está no elenco de "Malévola" onde interpretou o personagem "Dival", lembram do corvo?





3 de outubro de 2014

Falando em séries: Red Band Society

Fonte da imagem: Divulgação/Fox

Uma das séries mais legais que assisti foi  "Red Band Society", e acreditem se quiser mais a minha nova "queridinha" tem como um de seus produtores executivos ninguém menos que Steven Spielberg.

Red Band Society traz uma pitada de humor negro em temas bem sérios. A série conta a história e o dia a dia  de adolescentes de um hospital que formam um grupo de amigos improváveis.

Red Band Society teve sua estreia no dia 17 de setembro na televisão americana. Com grandes  nomes no elenco como a vencedora do Oscar, Octavia Spencer (Histórias Cruzadas), Red Band Society é uma adaptação americana da série de sucesso espanhola, Polseres Vermelles.



Eu já vi os dois primeiros episódios da série e fiquei bem feliz com o resultado. Pensei que seria bobinha mas não é! Você se apega a cada personagem e torce por cada um.

2 de outubro de 2014

Garota Exemplar- suspense com personagens instigantes, reviravoltas e muita tensão


Não á toa minha monografia foi dedicada a análise de três obras do fantástico diretor David Fincher (o tema foi “A product placement nos filme do diretor David Fincher – Clube da Luta, O Quarto do Pânico e Millennium - Os Homens que Não Amavam as Mulheres”). O diretor - um dos meus favoritos-  consegue mostrar em seus filmes reviravoltas e surpresas inesperadas, ao mesmo tempo em que conquista o público com personagens instigantes e envolventes. Tudo isso é mostrado em seu novo drama/suspense, “Garota Exemplar” (Gone Girl), que estreia quinta-feira (02) nos cinemas.

Sinopse: Na época de seu quinto aniversário de casamento, Nick Dunner (Ben Affleck) avisa a polícia que sua linda mulher, Amy (Rosamund Pike), está desaparecida. Sob pressão da polícia e da imprensa, a imagem desse casamento perfeito começa a desmoronar. Logo, suas mentiras e seu comportamento estranho fazem todo mundo começar a perguntar: será que Nick Dunner matou sua mulher? (Filmow)


Difícil mesmo é comentar do longa sem soltar spoilers ou descrever cenas chaves que podem entregar as intrigas da trama. O fato é que o filme é um suspense com roteiro bem produzido, bem desenvolvido e completamente surpreendente, onde nem mesmo alguns pequenos delitos das cenas ou erros de sequência, conseguem prejudicar o longa. “Garota Exemplar” é baseado no livro de Gillian Flynn com mesmo titulo já lançado no Brasil. 

Ben Affleck ainda continua em sua zona de conforto, mas não esta ruim. O elenco conta ainda com os ótimos coadjuvantes que são; Neil Patrick Harris como Desi Collings,  Tyler Perry, como o advogado Tanner Bolt, Kim Dickens como a Detetive Rhonda Boney e Carrie Coon como Margo Dunne, a sarcástica irmã do protagonista. 


Mas o destaque é absoluto da protagonista feminina, Amy, interpretada brilhantemente pela atriz Rosamund Pike (de Jack Reacher - O Último Tiro). Ela, ao mesmo tempo em que consegue ser inocente e amável (no longa a personagem é autora de um livro infanto-juvenil de grandioso sucesso), consegue também ser completamente fria, calculista e dissimulada. 

O teor psicológico que o filme carrega é muito válido por mostrar várias vertentes quase que inexplicáveis da mente humana e sobre comportamentos perante a “sociedade espetáculo”, o poder da mídia apelativa e a distorção dos fatos. 


Mesmo com a tensão e o suspense bem construído e o tempo inteiro presente nas cenas, o filme ainda consegue produzir alguns alívios cômicos principalmente ligados a irmã de Nick e a própria Amy. Por fim tenho a dizer que “Garota Exemplar” é fantástico e apesar de ser extremamente longo em nenhum momento fica cansativo, pelo contrário, somos atiçados e surpreendidos esperando o desfecho e impressionados com a genialidade de David Fincher. Recomendo!

Avaliação: Excelente 


17 de setembro de 2014

Maze Runner – Nova franquia adolescente da Fox é forte concorrente da saga “Jogos Vorazes”


Atualmente virou moda (e lucro) filmes de entretenimento com histórias baseadas em livros best-sellers que mostram jovens lutando, fisicamente e mentalmente, para sobreviver em meio a um habitat futurístico e violento. Depois da saga Jogos Vorazes, Divergente, O Doador de Memórias, entre outros, vem aí aposta da Fox para uma nova franquia com uma história instigante, enigmática e com muita ação desenfreada; “Maze Runner – Correr ou Morrer” estreia quinta-feira (18) nos cinemas. 

Sinopse: Thomas (Dylan O’Brien) acorda preso em um enorme labirinto com um grupo de outros garotos e sem memória do mundo exterior a não ser por estranhos sonhos sobre uma misteriosa organização conhecida como C.R.U.E.L. Apenas ao explorar os fragmentos de seu passado com pistas que ele descobre no labirinto, Thomas poderá descobrir seu verdadeiro propósito e uma maneira de escapar. (Filmow). A direção é de Wes Ball.


Os garotos perdidos no labirinto lembram até “Os Goonies” entre eles, temos; O oriental, o gordinho amigo e atrapalhado, o líder e o protagonista que é o grande mentor e peça fundamental para entender melhor o que acontece nessa prisão em que vivem os jovens. 

O filme carrega todo suspense e a ação que, querendo ou não, acaba prendendo por completo o espectador. É instigante pensar junto com o grupo, quem está por trás disso tudo? Quais são os reais motivos desse jogo macabro que brinca com a vida deles? Porém, apesar de todo drama convincente, o filme peca pelas inúmeras falhas de roteiro. Coisas como; o personagem que deveria estar em um lugar e do nada aparecem em outro ou o porquê da ultima pessoa enviada para a prisão é a única menina do grupo.


O fato de ser uma saga faz com que o filme não tenha final ou desfecho completo. As sequências estão sendo produzidos e com elas (esperamos) as respostas das várias questões levantadas pelos próprios garotos durante o filme, que muitas vezes não são respondidas ao fim da trama. 

Apesar de tudo, os personagens de cara ganham empatia e faz com que torcemos juntos por eles. Temas como amizade e inteligência para vencer desafios são abordados e válidos para desenhar o teor de emoção e veracidade do filme.


Com bons efeitos visuais, o longa é a aposta da Fox para esse estilo de filme jovem, um forte concorrente da saga “Jogos Vorazes”. Mesmo assim, a franquia que tem Jennifer Lawrence como protagonista ainda consegue ser mais bem desenvolvida e “emocionante”, sendo superior a este. 



“The Maze Runner” mostra um conto cativante de sobrevivência e tece um mistério interessante. Completam o elenco os jovens atores; Kaya Scodelario, Will Poulter, Thomas Brodie-Sangster, Patricia Clarkson, Ki Hong Lee, Chris Sheffield e Blake Cooper.

 Avaliação: Bom 


16 de setembro de 2014

Rio, Eu Te Amo – Vários diretores e atores juntos em uma homenagem digna a cidade maravilhosa


Onze diretores, sete nacionalidades e vários atores unidos para contar diferentes histórias de vida na cidade maravilhosa. “Rio, Eu Te Amo” segue a mesma linha dos filmes Cities of Love, que já apresentou Paris com o filme “Paris, je t’aime” (2006) e Nova York com “New York, I Love You” (2009).

Sinopse: “Rio, Eu Te Amo” reúne dez curtas de dez diretores brasileiros e internacionais. Cada uma das histórias revela um bairro e uma característica marcante da cidade. As histórias são; Dona Fulana por Andrucha Waddington. La Fortuna por Paolo Sorrentino. A Musa por Fernando Meirelles e Cesar Charlone. Acho que Estou Apaixonado por Stephan Elliott. Quando Não Há Mais Amor por John Turturro, Texas por Guillermo Arriaga. O Vampiro do Rio por Im Sang Soo, Pas de Deux por Carlos Saldanha. O Milagre por Nadine Labaki e Inútil Paisagem por José Padilha. 

Cada curta possui sua particularidade, sua poesia que liga os distintos retratos do Rio. Somos apresentados ao; amor, cultura, praia, crenças, lendas, riqueza, pobreza, felicidade e tristeza. Um misto de sentimentos que no fundo busca transformar os dez curtas em apenas um filme. Para isso, dois grandes atores (entre vários) são considerados os protagonistas por estarem presentes em (quase) todos os curtas e de alguma forma manter a ligação entre as histórias. São eles; Cláudia Abreu e Michel Melamed.


Diante das diferentes histórias de vida, três merecem destaque pelo potencial existente no drama que dava até para fazer um filme solo. São elas; “Dona Fulana”, “A Musa” e “Texas”. 

“Dona Fulana” apresenta para o público uma Fernanda Montenegro mendiga e carismática. Desapegada de tudo e de todos, pronta para viver a vida sem rótulos, sem regras e com uma coragem tão grande que chega até ser absurda. Ela é abordada pelo seu neto (Eduardo Sterblitch, do programa Pânico) que tenta tira-lá dos perigos das ruas do Rio.  A cena final do curta é realmente memorável.


Em “A Musa”, Vincent Cassel é um escultor das areias de Copacabana que se encanta por uma mulher comprometida. Quem nunca viu uma escultura dessas na praia? O curta é de uma particularidade única que mescla a concentração do escultor diante dos diferentes sons produzidos por pessoas distintas na passarela mais famosa do mundo; a calçada de Copacabana.


E Por fim, “Texas” com Land Vieira e Laura Neiva. Ao mesmo tempo em que o capitulo tem um potencial incrível de virar um filme solo, incomoda pelo dúbio final que pode ser interpretado de duas maneiras. O curta narra à história de Texas, um ex-lutador de boxe, que perde um braço e sua esposa não consegue mais andar depois de um grave acidente de carro. Movido pelo sentimento de culpa, ele esta disposto a fazer de tudo para arrecadar o dinheiro necessário para a cirurgia que pode curar sua mulher. Com isso, acaba se envolvendo em uma rede lutas clandestinas no Rio. Os curtas com teor cômico foram os mais descartáveis e mirabolantes, de menor relevância na trama.


Para quem já admira a cidade (como eu) o filme é um presente para os olhos. Com um belo visual e embalado pela trilha sonora bossa nova nas vozes de cantores brasileiros (como Gilberto Gil) e estrangeiros. 

Apesar do filme sempre exaltar as maravilhas da cidade, no curta “Inútil Paisagem”, o personagem de Wagner Moura cita as tristes realidades das grandes cidades (violência, desigualdade, etc) instigado por uma revolta que no fundo é movida pela desilusão amorosa do passado. Porém, só usa das palavras para descrever, nada de negativo é mostrado na tela durante o longa.

Completam o elenco; Rodrigo Santoro, Bruna Linzmeyer, Tonico Pereira, Roberta Rodrigues, Emily Mortimer, Marcelo Serrado, Débora Nascimento, Basil Hoffman, Ryan Kwanten, Regina Casé, Stepan Nercessian, Bebel Gilberto, John Turturro, Vanessa Paradis, Jason Isaacs, Land Vieira, Nadine Labaki, Harvey Keitel, Márcio Garcia e Cléo Pires.

O ator mirim Cauã Antunes também rouba a cena por completo no bem-humorado e emocionante “O Milagre”. 


“Rio, Eu Te Amo” é uma homenagem digna a cidade que é tão exaltada no exterior e tão admirada pela sua beleza natural e paisagens fascinantes, pela mescla do histórico com o antigo e o moderno, pela sua boemia presente de maneiras distintas em diferentes bairros. Recomendo!

Avaliação: Ótimo 


10 de setembro de 2014

O Doador de Memórias: Com grandes astros para uma história com lição, porém incompleta


Chega aos cinemas, nesta quinta-feira, “O Doador de Memórias”. O longa é baseado no livro “O Doador”, escrito por Lois Lowry. O filme é protagonizado pelos jovens e não tão conhecidos atores Brenton Thwaites (Malévola) e Odeya Rush (A Estranha Vida de Timothy Green). A direção é de Phillip Noyce (Salt).

Sinopse: Uma pequena comunidade vive em um mundo aparentemente ideal, sem doenças nem guerras, mas também sem sentimentos. Para tanto, uma pessoa é encarregada de armazenar estas memórias, de forma a poupar os demais habitantes do sofrimento e também de guiá-los com sua sabedoria. De tempos em tempos, esta tarefa muda de mãos e, agora, cabe a um jovem (Brenton Thwaites), que precisa passar por um duro treinamento para provar que é digno desta tarefa. (Adoro Cinema)


Apesar da semelhança (principalmente no início da trama) com o filme “Divergente”, de Neil Burgerm, baseado na obra da escritora Verônica Roth, o livro “O Doador” foi lançado muito antes, em 1993. Por isso, sem comparações com relação ao fato. 


A presença de dois grandes astros de Hollywood (Jeff Bridges e Meyrl Streep, excelentes) acaba por trazer certo prestigio a história, que foge do estereótipo apresentado nas produções semelhantes, não pelo romance jovem (que está presente), mas pelo teor filosófico que o filme carrega; uma mistura de ficção científica e drama social.


Do inicio até o meio, a trama segue interessante e cheia de incógnitas, prendendo a atenção total do espectador. Porém, o desfecho decepciona um pouco e acaba ficando confuso, rápido e até bobo. Se for pensar em todo preparo para os caminhos que a história estava tomando, o filme gera uma sensação de que faltou algo, que estava incompleto (o livro não possui continuação). 

Apesar disso, “O Doador de Memórias” consegue deixar sua lição de assumir riscos e fazer a coisa certa, mesmo que seja contra o sistema. O que a vilã, interpretada por Meyrl Streep, quer é construir uma comunidade perfeita sem dores ou sentimentos. Mas afinal, apesar da sociedade tão desigual e cheia de problemas, nada substitui as emoções do dia a dia, vivenciadas pelos seres humanos. Sejam elas boas ou ruins, precisam acontecer. 

Completam o elenco Alexander Skarsgård, como o pai de Jonas; Taylor Swift, irreconhecível como Rosemary; a sumida Katie Holmes, como a mãe de Jonas e Cameron Monaghan, como Asher, um dos melhores amigos do protagonista. 


Avaliação: Regular 


4 de setembro de 2014

Hércules - Aventura e adrenalina presentes o tempo inteiro durante as cenas


Um dos mais famosos personagens mitológicos, Hércules, ganha mais um filme narrando suas aventuras épicas. O herói é interpretado por ninguém menos que Dwayne “The Rock” Johnson. O filme “Hercules 3D” chega aos cinemas nesta quinta-feira (4). A direção é de Brett Ratner (X-men- O Confronto Final, A Hora do Rush).

Sinopse: Após ganhar fama por ter realizado os 12 trabalhos, o semideus Hércules tem suas habilidades novamente testadas pelo rei da Trácia e sua filha, que procuram por ajuda para derrotar um guerreiro tirano. (Fimow)


Épico, surpreendente e inovador, o filme consegue prender o espectador com um roteiro ágil misturado a boas cenas de ação e violência (sem sangue) e grandes efeitos tecnológicos. A trama surpreende e desmistifica toda a conhecida história do filho de Zeus. Hércules agora tem uma equipe de segregados que é sua nova família. Dramas pessoais e tragédias cercam sua vida e transforma o guerreiro em um mercenário pronto para enfrentar grandes desafios. 

The Rock está brilhante na pele do protagonista e consegue viver seu momento “Conan” nas telonas. Com senso de humor nas horas certas, o herói consegue desconstruir o mito e trazer para o personagem seu lado mais humano.

A equipe que ajuda Hércules nas batalhas é outro ponto positivo do filme. Somos apresentados a grandes guerreiros e uma amazona, cada um possui sua particularidade e sua característica marcante. Entre os atores que formam o time de Hércules estão; Rufus Sewell como Autolycus, Aksel Hennie como o enigmático e fiel Tydeus, Ian McShane como o mago Amphiarus e Reece Ritchie como Iolaus, sobrinho de Hércules. 


O elenco ainda é composto por algumas beldades que enriquecem a história. Entre elas está; Megara, esposa de Hércules que é interpretada pela atriz e modelo Irina Shayk (atual namorada do jogador Cristiano Ronaldo). A sueca Rebecca Ferguson (Ergenia) que tem papel fundamental na história. E a bela norueguesa Ingrid Bolsø Berdal que vive a amazona Atalanta, companheira de batalha de Hércules e sua trupe. 

Apesar de possuir alguns clichês do gênero, o filme firma-se como uma ótima película de ação onde a aventura e adrenalina estão presentes o tempo inteiro durante as cenas. É grandioso, divertido e funciona muito bem como um bom programa de entretenimento. Recomendo! 


Completam o elenco; Joseph Fiennes como King Eurystheus e John Hurt como Lord Cotys.

Avaliação: Ótimo 


3 de setembro de 2014

Anjos da Lei 2- Tão engraçado quanto o primeiro, o filme mostra as interferências na amizade dos protagonistas


Chega aos cinemas de todo Brasil no dia 03 de setembro “Anjos da Lei 2” (22 Jump Street), continuação do filme de 2012 (Anjos da lei). O longa, dirigido por Phil Lord e Christopher Miller, não perde a qualidade do primeiro. Channing Tatum e Jonah Hill voltam como protagonistas. 

Sinopse: Depois de enfrentarem o colégio (pela segunda vez), grandes mudanças esperam pelos oficiais Schmidt (Jonah Hill) e Jenko (Channing Tatum) quando eles encaram uma missão infiltrados em uma faculdade local. Mas quando Jenko encontra sua alma gêmea no time de atletismo e Schmidt se infiltra no centro do principal cenário de arte boêmia eles começam a questionar sua parceria. Agora eles não tem apenas que solucionar o caso, mas também tem que descobrir como amadurecer seu relacionamento. Se esses dois adolescentes crescidos puderem se transformar de calouros à homens de verdade, a faculdade pode ser a melhor coisa que já aconteceu com eles. (Filmow)


Hilário e desinibido, o filme tem ritmo e diverte com piadas (algumas exageradas) compostas por inúmeras referências a cultura pop no geral e à conhecidos filmes de ação. O longa consegue prender o espectador com a trama batida  mas muito bem amarrada. 

Em meio à ação abundante, uma cena improvável do efeito da droga no corpo dos policiais ganha destaque e foge completamente da estética do filme, ganhado “ares” de videoclipe tosco ou videogame.

Tão engraçado quanto o primeiro o roteiro foca nas interferências na amizade dos protagonistas. Ao mesmo tempo em que são “carne e unha’ possuem suas particularidades e gostos diferentes. 


Assim, somos apresentados aos novos círculos de amizade de Schmidt e Jenko. A química entre Channing e Jonah é visível desde o primeiro longa e o misto de ação e comédia cai como uma luva para a dupla. Ice Cube também volta como Captain Dickson e novamente esta hilariante e rouba a atenção em todas as cenas em que aparece. 

Completam o elenco; Peter Stormare como Ghost, Amber Stevens como Maya, Wyatt Russell como Zook e ainda da participação especial de Dave Franco e Queen Latifah.


Além de todos os pontos positivos já citados, este filme tem os melhores e mais engraçados créditos finais de todos os tempos. Recomendo para quem busca diversão. 

Avaliação: Bom


Se Eu Ficar- Tom melancólico com personagens carismáticos e reflexões sobre a vida


O novo drama adolescente “Se Eu Ficar” (If I Stay) é baseado no livro da escritora Gayle Forman (antes da exibição do filme na cabine, todos os jornalista ganharam o livro pela editora Novo Conceito) e atualmente esta entre os mais vendidos nas livrarias de todo Brasil. O filme, protagonizado por Chloë Grace Moretz (Kick Ass), chega aos cinemas no dia 03 de setembro. A direção é de  R.J. Cutler.

Sinopse: O filme gira em torno de Mia (Chloë Grace Moretz), uma violoncelista de 17 anos, em coma após um acidente de carro devastador que matou o resto de sua família. Inconsciente, Mia consegue viajar através de suas memórias e experiências, enquanto tenta decidir se deve acordar ou morrer. (Filmow)


Mesmo com a temática e cenas extremamente melancólicas e o ritmo muitas vezes lento demais, o longa convence pelo tema abrangente que envolve as escolhas e os desafios vividos pela jovem protagonista. Os personagens são extremamente carismáticos (principalmente os pais de Mia) e logo de cara conseguem a empatia do público; O que faz com que a tragédia seja sentida com mais  veemência pelos espectadores. 

As atuações são destaque principalmente entre o casal protagonista (Chloë e Jamie Blackley) que possuem uma boa química e conseguem convencer em suas afinidades e diferenças. É interessante acompanhar também a comovente e particular relação que o casal tem com a música de maneiras completamente distintas; enquanto a personagem de Chloë toca com a alma o violoncelo, seu namorado possui uma banda de rock que começa a ganhar cada vez mais destaque no meio musical. 


A fotografia (composta por pelas cidades canadenses Vancouver e Coquitlam) e a trilha sonora também merecem destaque. A ordem não cronológica e ilustrada com flashbacks da protagonista também acaba por enriquecer bastante a trama. Devido à família roqueira de Mia, os diálogos e a temática de referências às bandas e ao estilo do rock também é interessante de acompanhar. Em alguns momentos o longa lembra filmes com histórias parecidas como; Ghost, Se Fosse Verdade e Um Olhar do Paraíso.

Mesmo sabendo que o filme tem um apelo maior com o público jovem (e vai agradar), serve também como uma reflexão sobre a importância dos momentos e dos valores aprendidos e vivenciados durante a rotina e a convivência no dia a dia com as pessoas que realmente são importantes. Apesar de sempre existir planejamentos futuros, a qualquer momento  tudo pode mudar. 


Completam o elenco; Mireille Enos como a mãe de Mia; Kat Hall. Joshua Leonard como o pai; Denny Hall e Liana Liberato como Kim Schein. 

Avaliação: Bom


21 de agosto de 2014

Sex Tape- apesar da temática interessante o filme acaba por cair na mesmice das atuais comédias


Estreia nos cinemas nesta quinta-feira (21) a comédia “Sex Tape- Perdido na Nuvem”, o longa é protagonizado por Cameron Diaz e Jason Segel. A direção é de Jake Kasdan (Professora Sem Classe).

Sinopse: Jay (Segel) e Annie (Diaz) são um casal ainda muito apaixonado, mas dez anos de casamento e dois filhos esfriaram a paixão. E eles decidem recuperá-la - por que não? - fazendo um vídeo caseiro, no qual experimentam todas as posições do livro, A Alegria do Sexo, numa maratona de três horas de duração. Parece uma ótima ideia, até que eles descobrem que seu vídeo mais íntimo veio a público. Em pânico, eles vivem uma noite muito louca de aventuras - rastreando ligações, enganando o chefe de Annie com a ajuda de amigos - tudo para recuperar seu vídeo, sua reputação, sua sanidade e, mais importante, o seu casamento. (Filmow)


É interessante acompanhar o amadurecimento dos personagens da fase jovem (onde só pensavam em sexo) até a maturidade junto a família. A rotina e as novas responsabilidades faz com que o casal perca um pouco a excitação da adolescência. 

Aqueles momentos com cenas extremamente exageradas e totalmente descartáveis estão presentes durante o filme. O longa está pareado entre a comédia de temática interessante com piadas bem encaixadas e o puro pastelão desesperado em fazer o público rir.

Cameron Diaz e Jason Segel possuem uma boa química em cena. Principalmente Diaz que esbanja boa forma (no auge dos seus 42) e parece sempre bem a vontade em filmes do gênero (basta ver seus históricos que vai desde “O Maskara” até “Mulheres ao Ataque”, que estava há pouco nos cinemas).  A participação relâmpago do ator Jack Black (Escola do Rock) também enriquece a história. 

Leia a crítica de “Mulheres ao Ataque”.



De todos os filmes patrocinados pela Apple, esse é o mais descarado de propagandas a seus produtos. O famoso “product placement” (marketing subliminar de produtos em filmes) esta completamente explicito nas sequências.

Apesar da trama atual que envolve o devagar conhecimento dos adultos as novas tecnologias, o filme acaba por cair na mesmice das atuais comédias com diferencial de possuir temática mais picante. Completa o elenco; Rob Lowe que por coincidência, na década de 80 teve um vídeo intimo seu vazado pela imprensa. 


Recomendo para quem está de bom humor e gosta do gênero. 

Avaliação: Regular