5 de novembro de 2012

Marcados Para Morrer‏


David Ayer é famoso pela direção de filmes policiais e de suspense. Ele cresceu em uma região barra-pesada de Los Angeles, e isso reflete em seus longas. Entre suas obras mais conhecidas estão: Dia de Treinamento, Os Reis da Rua, S.W.A.T e agora “Marcados Para Morrer”. Porém, apesar do gênero ser o mesmo, o diretor muda o estilo dando um “tom” mais documental ao filme. O longa estreia sexta-feira (9) nos cinemas.

A trama narra a história de dois amigos policiais, Taylor (Jake Gyllenhaal) e Zavala (Michael Peña), ambos arriscam suas vidas, todos os dias, patrulhando a cidade de Los Angeles. Depois de uma operação rotineira envolvendo traficantes, eles viram alvo certeiro da máfia.

O que pode incomodar muita gente é o fato do longa ser filmado como se fosse um documentário feito pelo personagem de Jake Gyllenhaal, em um estilo parecido com filmes como “Projeto X” e a “Bruxa de Blair”, que lançou essa moda denominada “found footage”. Este tipo de filmagem pode ser um incômodo em algumas partes, por não mostrar claramente o que está acontecendo. Mas pode ser interessante e causar tensão, além de parear com a realidade. Em alguns momentos, o filme lembra ao programa “policia 24 horas”. Entretanto, surpreende por humanizar os policias e mostrar as dificuldades da rotina de trabalho.

É clara a amizade dos tiras (graças à química dos protagonistas, que é muito convincente na tela).São explorados seus pontos fortes e fracos, suas histórias e principalmente a questão da cumplicidade dos dois, mostrando que o reconhecido trabalho é reflexo da amizade concreta e da confiança que um tem no outro. O filme tem um ritmo muito bom, o que não o torna cansativo e faz o espectador ser cúmplice dos policias, e torcer por eles. O filme consegue prender o espectador justamente por parear o trabalho dos policias e a relação deles com suas famílias.

Os atores Jake Gyllenhaal e Michael Peña estão ótimos e conseguem transparecer todo drama que está por trás das profissões mais ariscadas. E isso é claro na cena em que eles são chamados para ajudar numa ocorrência de sequestro. Chegando ao local, são recebidos por uma mãe desesperada atrás dos filhos desaparecidos. Um de três anos e outro de dois. Até perceberem que a mulher é uma viciada em drogas e que as crianças estão amarradas no fundo da casa.Logo depois de salvá-las, vem o sentimento de não poder fazer nada por aquelas crianças, que na verdade, são vítimas. Essa cena ilustra bem os altos e baixos da profissão: em um momento, eles estão ganhando uma medalha pelo serviço prestado a sociedade, e no outro, lamentado por não poder fazer nada por essas pessoas.

A trilha sonora é voltada para músicas no estilo hip-hop. É apresentada uma Los Angeles criminosa, sem aquele glamour todo dos grandes coqueiros (apesar deles aparecerem no filme) e das belas praias. E aí, são mostrados os dois lados: bandidos e policias. São diferentes tipos de criminosos, gangues marcando seus territórios e na luta, não só com a polícia, mas entre eles mesmos. A gangue dos mexicanos ganha maior destaque na trama.

Entre várias nuances de momentos cômicos, e cenas incrivelmente dramáticas e emocionantes, tenho que dizer que fui surpreendido por um drama que parece ser apenas mais um filme policial. Mas a partir do momento que torcermos e nos angustiamos com os personagens, percebemos o quão envolvente é a obra. David Ayer surpreende com um desfecho que parece óbvio, entretanto é bem digno.

Completam o elenco: America Ferrera (Ugly Betty) que faz a policial Orozco , Anna Kendrick (Amor sem Escalas) que é Janet, namorada de Brian, e Natalie Martinez (Gabby –mulher de Zavala).

Avaliação: Ótimo

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