6 de dezembro de 2012

O Grande Gatsby,de Francis Scott Fitzgerald


Grandes festas. Muito dinheiro. Um rapaz rico, charmoso e, sobretudo, misterioso. Esse é o passo inicial de onde se desdobra o romance de Francis Scott Fitzgerald, O Grande Gatsby. Em resumo, o livro conta uma breve história de Jay Gatsby, o anfitrião de incansáveis festas na mansão em West Egg- Long Islang, nos Estados Unidos.

O livro é narrado por Nick Carraway, um vizinho e amigo de Gatsby. Inicialmente, não se sabe quem é o dono daquela casa, de onde vem o dinheiro para tantas festas. Todo mundo quer saber, inclusive Carraway, quem é aquele ricaço excêntrico. Há quem diga até que Gatsby não exista. O clima por trás da identidade do homem é a partida da história.

A trama vai, no entanto, muito além de quem seria Gatsby. Embora a imagem do personagem seja trabalhada até as últimas páginas. Isto é, mesmo no último capítulo, o leitor não pode definir com precisão quem é o milionário. Aí reside, em grande parte, o que prende a atenção até o final.

Amor e/ao dinheiro

O Grande Gatsby é uma história de jovens ricos dos Estados Unidos. Todos os personagens principais, exceto Nick Carraway, gozam de uma fortuna muitas vezes indefinível. O que, na prática, dá uma ilusão de que se pode fazer tudo dentro daquela sociedade norte-americana da década de 1920. As consequências de tal modo de vida, no entanto, serão reveladas.
Quem é acostumado com uma vida de luxo vai gostar da história. Ao contrário do que seria um “Cidade de Deus”, por exemplo, O Grande Gatsby é, na literatura, um conto moral sobre a vida dos “bem nascidos”. A obra é, também, uma descrição fiel de uma época de jovens belas, muito álcool, jazz e glamour.

Estilo
Contrariando minhas apostas, não achei Fitzgerald um autor difícil. As frases, em sua grande maioria, trazem ideias curtas e concisas. O livro não possui um caráter divagador, em que o narrador se perde em sua consciência. Isso por um lado é bom, transforma a obra em um texto direto. Por outro lado, perde a profundidade do personagem.

O estilo de narrativa é confuso. A princípio, trata-se de um narrador em primeira pessoa que, naturalmente, conta os fatos que viu e viveu. Em passagens do livro, no entanto, essa voz narrativa torna-se onisciente. Nick Carraway passa a relatar histórias em que não esteve presente e não funcionou como um observador.
Pessoalmente, acho interessante a ideia de um narrador próximo ao personagem central contar toda a história. Embora tenha ficado morrendo de vontade de ler uma versão de O Grande Gatsby narrada pelo próprio Jay Gatsby. Alguém se habilita?

Personagens
Além de Gatsby e Carraway, Daisy Buchanan, a prima distante de Nick, é o terceiro alicerce da história. Descrita como uma jovem espirituosa, Daisy é uma personagem interessante. A mulher, que é definida por Gatsby como alguém com uma voz “cheia de dinheiro”, representa o materialismo e a imaturidade dos personagens.

Também participam de forma central da história, Tom Buchanan, marido de Daisy, e Jordan Baker, personagem a qual Carraway vive um romance. Além destes, outras fisionomias espalham-se pela história com objetivo de ligar o eixo narrativo. Algumas delas muito importantes como o Mr. Wilson, dono de uma garagem, frequentada por Tom.

Saldo Final
O saldo do livro é impressionante e melancólico. É, ao mesmo tempo, um pouco bobo, assim como a atitude dos personagens no decorrer da história. Li, pelas letras de Fitzgerald, uma história sobre amor, dinheiro e ingenuidade das personagens. O autor norte-americano brinda-nos com uma descrição fascinante de que o dinheiro alimenta ilusões tão caras que não há moeda alguma que cubra a oferta. Parabéns a Fitzgerald,por seu brilhante Jay Gatsby.

Curiosidade: Em 2013 será lançado uma nova versão de O Grande Gatsby dirigido por Baz Luhrmann. Para quem não sabe existe uma versão cinematográfica mais clássica do filme que foi dirigido por Jack Clayton em 1974. 
Veja o trailer:
Versão 2013:


Versão de 1974:



Willian Farias é jornalista e aspirante a escritor. Trabalhou no Jornal da Comunidade e Correio Braziliense. Atualmente é estagiário da Rede Globo News Brasília  e atende na área Globo News. Tem uma página de poesias noFacebook


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