1 de fevereiro de 2013

Você consegue ver O Lado Bom da Vida?


               Com uma história simples de superação, O lado bom da vida nos emociona e nos faz rir

Post por Barbara Morais do blog Nem Um Pouco Épico. A Barbara cobriu a cabine de imprensa do filme para o Coffee and Movies.

Eu queria ver esse filme desde bem antes dessa temporada de premiações, por ser fã da Jennifer Lawrence e do Bradley Cooper. Além disso, o trailer é muito legal e há uma cena em particular que eu sempre quis fazer (sabe, quando ele joga o livro pela janela porque odiou o final? Imagina poder fazer isso com todos os livros que você não gostou?), então era claro que assim que estreasse, eu estaria no cinema para assistir. Todos os prêmios aos quais o filme está concorrendo só adicionaram mais vontade à que já existia e entrei no cinema com muitas expectativas.

O problema das expectativas é um só: você pode esperar de um filme mais do que ele é e acabar se desapontando. O lado bom delas é esse: elas podem ser superadas. E adivinha só em que categoria O Lado Bom da Vida se encaixa?

A história é a seguinte: Pat Solatano está a nove meses numa clínica psiquiátrica por causa de um incidente (que vocês só vão descobrir quando ver o filme) e, num dia, sua mãe finalmente o tira de lá. Ele é meio obcecado pela ex-esposa, Nikki. Começou a fazer exercícios e emagreceu, parou de reclamar de tudo na vida e decidiu que vai ler todos os livros que ela ensina na aula para poder impressioná-la e vai voltar a trabalhar. Tudo isso na esperança que eles voltem.

Em casa, seu pai o recebe muito bem, considerando-o um amuleto da sorte. Assim como Pat, o pai (que também se chama Pat, ok) é meio obsessivo com algumas coisas e muito surpersticioso. Desde que ele perdeu a aposentadoria, vive de apostas de jogos de futebol e as coisas tem que estar exatamente no seu lugar para que ele ganhe. A ideia é que ele construa um restaurante, mas enquanto isso não acontece, ele continua sentado em sua poltrona, com os controles remotos milimetricamente arrumados e seus pequenos rituais.

No seu antigo trabalho, todo mundo tem medo dele. Só seu amigo Randy parece receptivo e o convida para jantar em sua casa, com a permissão da sua esposa, Verônica. Lá, ele conhece Tiffany, a irmã de Veronica, que perdeu o marido recentemente. Em uma conversa genial durante o jantar, Tiffany e Pat mostram que tem muito mais em comum do que qualquer outra pessoa da mesa (porque, bem, eles já usaram praticamente todos os anti-depressivos).

Você tem habilidades sociais horríveis. Você tem um problema.


É aí, nesse primeiro encontro, que a amizade deles começa a se construir. É estranho quando você pensa que existe aquele ditado de que os opostos se atraem, mas a minha experiência (e o cinema) mostra que é justamente o contrário: os semelhantes se atraem. Alguém que vive as mesmas experiências que você acaba sendo muito mais interessante do que alguém que te julga por elas. Por exemplo, tanto Pat quanto Tiffany sabem o que é viver com um rótulo, com a família sem confiar direito em você. E o pior é que nem isso é garantia de que o outro não vai te julgar, como mostra uma cena genial do filme em que um mal entendido faz com que Tiffany jogue algumas verdades inconvenientes na cara de Pat.

Aliás, todo o relacionamento entre os dois é construído assim: Tiffany fala o que Pat não quer ouvir, mas precisa. Pat respeita Tiffany e não a vê pelo passado dela, mas pelo que ela é, só que ele não tem muito filtro, então acaba fazendo alguns comentários indiscretos. E isso, meus amigos, construiu uma história fantástica, cheia de passagens igualmente engraçadas e tocantes.

A interpretação é um show a parte. Bradley Cooper não parece ser o mesmo cara que você normalmente vê nos filmes que ele faz (tipo, Se beber não case 2) e realmente te convence no papel de Pat. A evolução do personagem é bem visível e natural. Ele consegue ser ingênuo e positivo e realmente dar vida ao roteiro. Eu não preciso falar da Jennifer Lawrence, preciso? Ok, se eu preciso, vou ser sucinta: ela está muito bem, mesmo. Todos esses prêmios que ela está levando são merecidos, porque ela dá uma força impressionante para o filme. Eu acho que ela é a prova de que a idade não tem nada a ver com habilidade e que algumas pessoas realmente nascem com talento. Fora os dois protagonistas, todas as atuações também são boas: do pai de Pat, Pat Sr., interpretado por De Niro, à Danny, um amigo da clínica de Pat, é um show de boa interpretação.

Se você quer uma boa opção para ir ao cinema para se divertir com uma história de qualidade, eu realmente recomendo O Lado Bom da Vida!




Ah, se você gostou da dobradinha Bradley Cooper + Jennifer Lawrence, eles gravaram outro filme, Serena, que se passa na década de 30 nos Estados Unidos. O nome dele é Serena e estreia em Setembro.

2 comentários:

  1. Estou tão feliz com este seu post. Fiquei com medo de que a adaptação não fosse boa o suficiente para o livro, uma vez que eu já li e adorei.
    Acho que não vai dar para ler agora mas daqui a algumas semanas, se ainda estiver em cartaz, vou convencer minhas amigas e quem sabe até as convença a comprar o livro haha *-*

    Beijinhos,
    Thais Priscilla
    http://thaypriscilla.blogspot.com.br

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  2. Bell, curti muito esse post. Já assisti ao filme e tive as mesmas impressões que você!
    Os dois estão ótimos mesmo. Ótimo post!

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