1 de março de 2013

Crítica: Hitchcock- O filme é um tributo ao mestre do suspense


Os bastidores de um dos filmes mais conhecidos e polêmicos de todos os tempos juntou parte da história de um diretor original e criativo. Esses são os temas do novo filme do diretor Sacha Gervasi, “Hitchcock”. O longa está em exibição nos cinemas.

Baseado no livro "Alfred Hitchcock And The Making Of Psycho", este filme revela os bastidores do clássico Psicose (1960). Na época, mesmo estando no auge de sua carreira, Hitchcock não conseguiu apoio para realizar a obra, porque os estúdios não queriam investir em um pequeno filme de terror. O resultado foi uma produção independente, de baixo orçamento, que encontrou grandes dificuldades para driblar a censura e para ser distribuído nos Estados Unidos em função das cenas de violência e nudez. Além disso, diversos obstáculos surgiram durante as filmagens como as brigas constantes entre Hitchcock e sua esposa, Alma (Helen Mirren), os problemas de saúde do diretor e seus desentendimentos com o elenco. Contrariando todas as expectativas, "Psicose" se tornou uma referência no cinema mundial, e um dos maiores sucessos na carreira do cineasta.

O filme segue um ritmo diferente e inovador, mostrando as excentricidades de um diretor que mergulhava de cabeça em seus projetos e usava de situações da sua vida real para poder transpor de alguma maneira aquele sentimento nas telas. Um exemplo disto é a famosa cena do chuveiro de Psicose em que ele (ao fazer a cena) lembra-se do ciúme que estava sentindo de sua esposa naquele momento, transformando a sequência em algo assustador inclusive para os atores. Outra coisa legal é observar como é feita a produção de um filme, mesmo antigamente, e que muitas ideias de “Psicose” surgiram das próprias experiências de Hitchcock como observar as pessoas através de um buraco na parede. 

Apesar de ser sobre as filmagens de Psicose, o longa explora mais o relacionamento do diretor com sua esposa Alma Reville, é interessante observar como ambos eram sarcásticos um com outro, mas ao mesmo tempo tão companheiros e cúmplices.  A importância de Alma na produção do filme também é mostrada na tela, afinal, se não fosse por ela, aquela música da cena do chuveiro não seria conhecida e, talvez, a cena não ficasse tão marcada na história do cinema. As atuações, tanto de Anthony Hopkins como de Helen Mirren, estão realmente memoráveis. Principalmente Hopkins, que soube captar os trejeitos de Hitchcock. O ator está muito convincente como o “mestre do suspense”. 

A coragem de Hitchcock em assumir um projeto de um filme tão polêmico para a época também é explorado durante o filme. Sem verbas de apoio, Hitch (como gostava de ser chamado) deu a própria casa como garantia para poder tornar realidade o projeto que o intrigava tanto. O longa ainda mostra como o diretor ficou obcecado pela real história de “Psicose”, em cenas que abordam o assassino real da história, nas memórias e sonhos de Hitchcock.

O roteiro do filme é ágil e inteligente, o longa não fica em nenhum momento cansativo;o trabalho de maquiagem é um show a parte. Nem só por Hopkins, que ficou muito parecido com Alfred Hitchcock, mas também por James D'arcy, que ficou idêntico a Anthony Perkins. O elenco feminino é outro trunfo da trama: Toni Collette, que interpreta a secretária de Hitchcock. Jessica Biel, que é a atriz Vera Miles. E Scarlett Johansson que interpreta Janet Leigh. Das três, o destaque é Scarlett,  que está muito linda e espirituosa na pele da atriz que ficou marcada pela cena do chuveiro. A relação um tanto incomum com as atrizes que Hitchcock dirigia também é explorada no filme mas sem aprofundamento. 

O filme é um tributo ao mestre Hitchcock. Qualquer pessoa que goste de seu trabalho possivelmente ficará contente com a obra. Um filme divertido e marcante. Recomendo!

Avaliação: Ótimo 





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