3 de maio de 2013

Crítica: Em Transe-Longa mistura ação e suspense na medida certa, e aposta nas ótimas interpretações



O novo filme do diretor Danny Boyle (127 Horas) é baseado em um telefilme da TV inglesa com o mesmo título, lançado em 2003. O longa mistura ação e suspense na medida certa, e aposta nas ótimas interpretações de atores de primeiro escalão. 

Um profissional (James McAvoy), ligado aos leilões de peças de arte acaba envolvido com uma gangue responsável pelo roubo de quadros. Para se livrar destas pessoas, ele deve unir-se a uma hipnoterapeuta (Rosario Dawson), mas logo a relação entre desejo, realidade e sugestão hipnótica começa a colocar todos em perigo.

Um roteiro inteligente e ágil que faz o filme não ser apenas um thriller psicológico mas faz o espectador pensar para tirar suas próprias conclusões de quem realmente é o vilão da história e se existe realmente um vilão. Cada pessoa dentro do longa é explorada de diferentes formas pela visão dos outros personagens. O filme não segue uma ordem cronológica comum, as cenas, muitas vezes, são flashbacks. Pistas do mistério da trama e peças do “quebra-cabeça” são vistas do início ao meio para serem explicadas no desfecho. 

As cenas de tensões ficam mais angustiantes graças a ótima trilha sonora presente na cenas que elevam a adrenalina. O elenco está ótimo com atores realmente talentosos; a começar por Vincent Cassel (Cisne Negro, Irreversível) como o violento chefe da quadrilha; Rosario Dawson (Sete Vidas, Incontrolável) como a misteriosa hipnoterapeuta e James McAvoy (O Procurado, X-Men: Primeira Classe) que já é velho conhecido de filmes de ação. 

Muitas cenas de violência pesada e até nu frontal da bela Rosario Dawson são vistos na obra de Boyle. O ritmo pop do diretor, não só pelas músicas e da bela fotografia, mas pelos cenários os jogos de câmera e as proprias cenas fazem com que o filme vá ganhado fôlego e não pare mais. A relação de como é tratado o método da hipnose também é muito interessante. Emoçoes a flor da pele e personagens complexos moldam a película.

E quem gosta dos trabalhos anteriores de Danny Boyle, reconhece seu estilo imediatamente. Em diferentes momentos no filme, percebe-se as suas técnica principalmente com a câmera em movimento - filmes como “Quem Quer Ser um Milionário?”, “A Praia” e “Trainspotting” são exemplos do uso da mesma técnica. - O longa possui algumas falhas no roteiro (como o desaparecimento esquecido da dona do carro vermelho) mas nada que prejudique a ação. 

O longa vai do psicológico a realidade e mostra o quão complexa pode ser  a mente humana. Um filme pesado e  para ser discutido. Recomendo ! 

Avaliação: Bom





1 comentários:

  1. Filme fraco. Primeiramente, a tentativa de "quebra de certos estereótipos", onde quem você pensa ser bom, pode ser mau e quem é mau, pode não ser tanto assim. Em seguida, a "elevação da figura feminina", o que deveria ser frequente - inclusive, na realidade. Porém, de uma forma trivial e muitas vezes, enfocando essencialmente a sensualidade da personagem da Dawson - mais um pouquinho e o intelecto da moça fica quase em segundo plano. Trama no padrão "infanto -juvenil", com ar de "cult" - pseudo cult. Totalmente previsível. Fraco.

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