8 de junho de 2013

Crítica: O Grande Gatsby- Um filme que merece ser visto nos cinemas!


Contém Spoilers

O novo filme do diretor Baz Luhrmann, O Grande Gatsby, é uma releitura do clássico de F. Scott Fitzgerald (tem resenha desse livro aqui no Coffee and Movies).O romance vendeu apenas 25 mil exemplares em seu lançamento, hoje, está na lista de Best-sellers

Nos EUA a “Gatsbymania” tomou conta inclusive das lojas, como a Tiffany, que lançou uma linha exclusiva baseado nas peças das personagens, e a Brooks Brothers, a mais antiga loja masculina do país, que lançou uma coleção de 500 peças inspirado pelo figurino do filme. Porém, o sucesso do longa  não se explica apenas pelo bom marketing. É resultado da atualidade do personagem e da grande festa para os olhos dos espectadores. 

O longa narra a história de Nick Carraway (Tobey Maguire) que tinha um grande fascínio por seu vizinho, o misterioso Jay Gatsby (Leonardo DiCaprio). Após ser convidado pelo milionário para uma festa, o relacionamento de ambos torna-se uma forte amizade. Quando Nick descobre que seu amigo tem uma antiga paixão por sua prima Daisy Buchanan (Carey Mulligan), ele resolve reaproximar os dois, esquecendo o fato dela ser casada com seu velho amigo dos tempos de faculdade, o também endinheirado Tom Buchanan (Joel Edgerton). 

No início somos apresentados a um Gatsby misterioso, intocável, polêmico e lendário. A partir do desenrolar da trama percebemos que Gatsby era apenas um cara ambicioso que fazia tudo de forma  exagerada e todas as grandiosas festas em sua “casa-palácio” com a esperança de ser visto, não pela sociedade ou pelos grandes artistas, mas sim pela pessoa que amava. Mais uma vez o combustível por trás das grandes produções de Baz Luhrmann é o amor.

Os atores estão à vontade em seus personagens as atuações estão excelentes desde Tobey Maguire até Carey Mulligan, passando pelo ótimo Joel Edgerton. Em poucas, porém, importantes cenas esta Isla Fisher e para completar o time feminino, a bela e esquia Elizabeth Debicki. Perante este grande elenco, o destaque é com certeza Leonardo Dicaprio. O ator que é injustiçado pelo o Oscar e só faz filmes realmente bons, é excelente em cena e em “Gatsby” ganha outro personagem marcante em sua carreira.


A química entre DiCaprio e Carey Mulligan é muito boa, destaque para o primeiro encontro deles depois de muito tempo afastados. Outra cena marcante da dupla é quando ela propõe deles fugirem juntos. Nesta cena, percebemos a ambição de Gatsby. Ele retruca dizendo que eles não precisavam fugir, teriam que ficar ali mesmo, afinal todo o império que ele construiu, não poderia ser deixado para trás. 

A direção de arte fez um trabalho minucioso, pois cada detalhe, figurino ou cenário (fora todas as cenas feitas, com efeito, o 3D funciona bem) é perfeito. As imagens verdadeiras feitas no anos 20 que aparecem logo no início da trama, também são válidas para fazer a comparação com as cenas do filme, e mostrar  o estilo da década de 20, onde o glamour era o ponto altos das festas. 

Festas essas que eram grandiosas na mansão de Gatsby. Cenas coreografadas, auxiliadas pela excelente trilha sonora, fazem com que o filme acabe virando mais do que apenas imagens dançantes, mas algo teatral, cenas coreografadas, empolgantes e bem feitas, principalmente na apresentação dos personagens ao público.

O filme possui mensagens implícitas para os mais atentos, como a placa da propaganda da ótica, presente nas cenas importantes e vista como “os olhos de Deus”. Muitas referências a outros clássicos como “Cidadão Kane”, “Crepúsculo dos Deuses” e “Moulin Rouge” (também do diretor Baz Luhrmann). A trilha sonora pop auxilia as cenas e dá ritmo ao filme. Entre as mais famosas estão nomes como Beyoncé, Will.i.Am, Fergie, Lana Del Rey, Florence e Gotye. 

O desfecho é instigante e impressionante, o filme é mais que toda sua grandiosidade, é maior que um presente para os olhos, aborda assuntos polêmicos como traição, poder, ganância e principalmente o egoísmo do ser humano muitas vezes tem que usar a mentira como fuga sem pensar em suas sérias conseqüências. Neste contexto, o personagem de Tobey se encaixa, por ser o único que sabia a verdade de ambos os lados e então sabia exatamente  quem estava mentindo. 

As duas horas e quarenta minutos do filme passam voando. Baz Luhrmann conseguiu transformar a obra de F. Scott Fitzgerald em um filme extraordinário. “O Grande Gatsby” merece ser visto nos cinemas. 

Avaliação: Excelente





1 comentários:

  1. Estou doida pra ver esse filme, parece ser mto bom mesmo! O elenco é ótimo! Já tinha despertado meu interesse pelos trailers, dps dessa resenha então fiquei ainda mais ansiosa! Sempre vale a pena ver os filmes do Leonardo Di Caprio e fico super orgulhosa em ver a Carey Mulligan cada vez mais prestigiada no meio! Parece ontem que a vi pela primeira vez fazendo meu amado Orgulho e Preconceito!

    Enfim, parabéns pelo post! Excelente mesmo! =)

    @AlayanaFlavia
    (http://divaneandoo.blogspot.com/)

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