21 de junho de 2013

Crítica: O Lugar Onde Tudo Termina- Um presente para os cinéfilos!


O novo filme do diretor Derek Cianfrance (Namorados Para Sempre) é um drama convincente que abrange a relação entre duas famílias: a de um policial ambicioso, e a de um aventureiro ladrão, cujos caminhos se cruzam ao longo de duas gerações.

Luke (Ryan Gosling) é um motociclista misterioso, que dirige dentro de globos da morte em Nova Iorque. Quando descobre que sua ex-namorada, Romina (Eva Mendes) teve um filho seu, ele tenta se reaproximar dela. Sua intenção é mostrar-se um pai capaz de sustentar o filho, e para isso Luke decide participar de uma série de roubos a bancos. Seu problema será a presença constante de Avery Cross (Bradley Cooper), um policial ambicioso, que planeja conquistar uma promoção através de sua luta contra o crime e a corrupção. Enquanto os dois homens se perseguem, as feridas do passado de ambos começam a ressurgir.

O longa é surpreendente, pelo roteiro ágil e cheio de reviravoltas dentro da trama. Toda cena acaba sendo uma surpresa para o público. O longa, na verdade, é uma história contada em três capítulos (a história do ladrão, a história do policial, e a história de seus filhos), os dois primeiros no final de 1980 e o terceiro 15 anos depois. Justificando os seus 140 minutos de projeção. 


O diretor abusa do close no rosto dos atores para expor os sentimentos dos personagens, a trilha sonora é outro ponto alto da trama e se encaixa perfeitamente nas cenas. A discussão de valores, família, corrupção, ética, sentimento, tudo é abordado de maneira aberta dentro da película. Não é um filme de apenas um tema, ou uma história. Pelo contrário, são vários desfechos, é um filme grandioso com cenas muito bem produzidas.

As ótimas atuações dos atores é outro ponto positivo do longa. O destaque são os protagonistas Ryan Gosling e Bradley Cooper. Gosling, apesar de ser um cara politicamente incorreto, acaba ganhado simpatia do espectador, por ter como justificativa, de seus atos errados, a família. E Cooper aparece na trama como o honesto policial, mas do meio para o fim acaba tomando um rumo questionável, para muitos. É um filme sem denominação de “herói ou bandido”, sem esteriótipos. Os outros atores estão ótimos em seus papéis. Eva Mendes enche a tela com sua beleza e carisma e a química entre ela e Gosling é muito boa. 

A fotografia presente durante as cenas tem aquele clima de “cidade do interior". O filme funciona tanto como um bom thriller, quanto um drama compreensivo da raiva dos homens e de suas atitudes. É muito interessante a forma como o Cianfrance (o diretor) trabalha com os temas abordados, com um roteiro bem audacioso, sem total aprofundamento, mas expondo de uma maneira aberta, para serem discutidos. São histórias de vidas e passagens do tempo, abordados na telona. Um presente para os cinéfilos! Recomendo.

Avaliação: Ótimo 




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