3 de novembro de 2013

Eu tenho esse coração sentimental que bate

"Ninguém nunca teve um sonho por aqui, mas eu não me importo que isso esteja começando a me afetar."


Eu sempre tive muita facilidade para me expressar em palavras. Sempre fui melhor escrevendo do que falando, essas coisas de gente que ama ler. Sou dramática, também, o que facilita muito o uso de palavras. Eu adoro falar sobre sentimentos. Adoro encher de floreios e montar textos muito sentimentais, que quando eu me sento para escrever, as palavras só saiam. Elas já estavam escritas.

Mas travei. Acho que travei o acesso as minhas próprias emoções; pensa assim, eu sou alguém que sente demais, num lugar em que estou aprendendo a não sentir. Não dá para salvar todo mundo, e se for sofrer toda a dor do mundo, eu desabo.

Já me abri demais, já confiei demais em pessoas erradas. Eu sempre me achei fechada, sempre achei que eu não confiava em ninguém. Hoje vejo que isso era uma forma de defesa, na verdade eu era um livro aberto e todo mundo sabia da minha vida. Não confiar mais em ninguém é quando você trava sobre falar seus sentimentos. Você aprende a fingir também e aprende a colocar as pessoas num lugar muito seguro e muito distante de quem você realmente é.

Antes de abrir a boca e dizer qualquer coisa, eu penso. Umas 100 vezes. E deixo para lá. Já concluiu que ninguém pode fazer nada por mim. Eu estou me tornando aquela que ouve, eu sei dos problemas de todo mundo. E as pessoas acham que sabem dos meus, porque eu continuo muito tagarela. Eu falo sem parar, mas se você soubesse escutar, saberia do que eu falo não tem importância. É desprovido de qualquer sentimento meu.

As coisas que importam, eu tranquei. Joguei a chave fora e atualmente minha mente inconsciente é um armário lotado. Se abrir, vai cair tudo em cima de mim. Estou esperando que essas coisas desapareçam ou parem de ter significado. O tempo não cura, mas ele leva embora o sentido.


Drama. Nisso eu sou especialista. Para mim agora tudo é drama. Porque eu percebi que, não importa que você tenha “um coraçãosentimental que bate”*, nessa vida não há tempo para sentimentos. Melhor não sentir. Melhor esperar que passe. Aliais, é só trocar o foco: focar nas coisas boas e deixar todas aquelas peças mal encaixadas dentro do armário. É uma bagunça mesmo e eu já não tenho mais tempo para arrumar. 

Daniela Mendes, 20 anos, futura médica. Seu maior sonho sempre foi cursar medicina. Coleciona sapatilhas e esmaltes, e é apaixonada por livros, seriados, culinária e gatos

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