22 de dezembro de 2013

Como eu passei a ser eu mesma

"Vida não é sobre encontrar você mesmo. A vida é sobre criar você mesmo."

Já perdi a conta das vezes na minha vida que eu desejei ser qualquer outra coisa menos eu mesma. Como toda criança que foi tímida, tive muita dificuldade de fazer amigos. Sabe aquela história de pessoas erradas na hora errada? Foi assim para mim. Mas claro, para mim, o problema era eu. “Ninguém gosta de mim, preciso ser outra pessoa.”Eu era alguém. Tinha minha personalidade, mas a timidez e essa crença na minha cabeça que ninguém iria gostar de mim, eu me escondi. Coloquei na minha cabeça que ser eu era “errado”.
Com uns 15 anos, eu fiz meus primeiros amigos mais próximos e logo depois esse grupinho começou a gostar de rock, metal, essa fase (que sua mãe jura que é “fase”, mas você jura que é para sempre).

 Só ouvia música pesada, ninguém além do meu grupo me entendia, todo o resto do mundo que não gostava de rock e metal era desprezível. (gente, quanta bobeira). Fiz mechas vermelhas no meu cabelo, que já é naturalmente preto. Fiz parte daquele grupo.
A escola acabou, e rolou uns afastamentos e brigas. Fui uma das primeiras a entrar na faculdade que realmente desejava. Nesse momento, foi as pessoas certas no momento certo, sabe? Já fazia anos que eu tentava me soltar da timidez, mas eu tinha substituída por uma máscara de “garota roqueira diferente de tudo e de todos”. Na faculdade, um pouco de maturidade, um pouco de confiança, tudo isso, influenciou a eu conseguir ser eu mesma.

Não foi fácil. Teve algumas pessoas que o santo não bateu mesmo! E isso sempre vai acontecer. Mas comecei a falar o que eu pensava. A fazer o que eu queria e o que eu gostava. A vestir as roupas que eu achava legal. Parei de me importar tanto com a opinião dos outros. Comecei a ouvir as músicas que eu queria – e é por isso que meu iTunes tem Slipknot, Selena Gomez e The Killers, entre outras coisas que não combinam. Eu admito, não combina. Não tem lógica nenhuma. Mas é assim que eu sou! E se eu gosto de ouvir Lady Gaga e Ooomph!, é problema meu. É só uma música, afinal de contas.

Foi assim que eu comecei a me cercar de gente que eu realmente gostava – e percebi que quando as pessoas gostam de você, elas não ligam muito sobre o que você veste, qual tipo de música você gosta, ou se você tem ataques de mau humor de vez em quando. A gente aprende a gostar até dos defeitos das pessoas. Eu me vi aprendendo a gostar de defeitos que antes achava inadmissível. Parei de ser tão dura comigo mesma e com os outros.

Foi deixando tantos pré-julgamentos e regras de como devemos nos comportar que eu aprendi a ser eu mesma. Sendo eu mesma, eu conheci pessoas maravilhosas. Mensagem final? Para todo mundo que se odeia e deseja ser outra pessoa, pare. Tente ser você mesmo. E principalmente, faça o que você gosta e o que te faz feliz.  Esse foi o ano da minha vida que eu mais fui eu mesma. Foi o ano em que eu mais acreditei em mim, e mais arrisquei a me expor e esqueci aquele medo do “não gostarem” – de mim, das coisas que eu fazia. Se eu resumisse esse ano em uma frase, eu diria: faça o que você ama. Mesmo sem reconhecimento. Não desista, persista. O reconhecimento vem.

Esse foi o melhor ano da minha vida.  

Daniela Mendes, 20 anos, futura médica. Seu maior sonho sempre foi cursar medicina. Coleciona sapatilhas e esmaltes, e é apaixonada por livros, seriados, culinária e gatos.

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