20 de dezembro de 2013

Questão de Tempo- Autêntico, positivo e cheio de personagens marcantes


Muitas vezes, o trailer e o cartaz de um filme chamam a nossa atenção para pré-julgar como será a história. No caso de “Questão de Tempo” (About Time), novo trabalho do diretor Richard Curtis (Simplesmente Amor), ao vermos a arte e o vídeo deduzimos que será mais uma comédia romântica “água com açúcar”, mas ao assistimos o filme, nos surpreendemos e encontramos um bom drama familiar fantasioso. 

Sinopse: Tim é um descendente de uma família de viajantes do tempo que usam o poder para ajudar o mundo. Ao descobrir o dom, o jovem, no entanto, passa a usá-lo em proveito próprio, como por exemplo, para conquistar um interesse amoroso.

As referências à cultura pop são vistas desde as primeiras cenas (como o pôster do longa “O Fabuloso Destino de Amélie Poulain” no quarto do protagonista), e são embaladas por uma ótima trilha sonora que vai desde T.A.T.U. até Amy Winehouse, The Killers, The Cure e Nelly. O longa é fantasioso e mágico (como os ótimos “A Casa do Lago” e “Efeito Borboleta”) e aí cabe a boa vontade do espectador de se deixar levar pela a trama de um cara que, sim, pode viajar no tempo mas não tem ambições de riqueza e poder, pelo contrário,  ele só quer arrumar uma namorada e, a partir daí, seguir uma vida alegre, como é a de sua família. 


Tim é interpretado por Domnall Gleeson e mesmo sem nenhuma pinta de galã, o ator rouba a cena como o jovem desajeitado e engraçado. Em sua família, Bill Nighy é o seu pai, Lindsay Duncan é sua mãe, Richard Griffiths, seu tio, e Lydia Wilson, sua irmã, conseguem a simpatia do público e são responsáveis pelas cenas mais engraçadas e mais dramáticas na trama. E a bela Rachel McAdams enche a tela com sua carisma e beleza. A química entre Domnall e Rachel é boa e visível, fazendo o filme fluir sem esforços.  

O interessante é que a emoção presente no longa não existe apenas em alguma cena especifica ou no ápice do filme: em determinado momento, estamos tão envolvidos com a história, que é difícil até os mais fortes segurarem a emoção, do desfecho até o fim da trama. 

Apesar de toda a positividade presente no longa, ele não agradará a todos os públicos, justamente pelo teor lúdico que o filme carrega. Porém, a metáfora presente nas cenas é de extrema importância para uma discussão pós-filme: o que gostaríamos de alcançar se tivéssemos os poderes de Tim?

No fundo, “Questão de Tempo” é um conto que vai fazer você rir, chorar e, finalmente, apreciar as pequenas coisas que fazem a vida incrível. Autêntico, positivo e cheio de personagens marcantes o que o difere da comédia romântica é justamento o fato da trama não girar em torno do casal de protagonistas, e sim da vida de Tim e de toda sua família. Recomendo! 

Avaliação: Ótimo 




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