14 de fevereiro de 2014

Ela- melancolia exagerada um roteiro bem elaborado e boas atuações


Estreia hoje nos cinemas o filme “Ela”, novo projeto do diretor Spike Jonze (Onde Vivem os Monstros), o longa, extremamente melancólico, aposta em um roteiro bem elaborado e na excelente atuação de Joaquin Phoenix.

Sinopse: Theodore (Joaquin Phoenix) é um escritor solitário, que acaba de comprar um novo sistema operacional para seu computador. Para a sua surpresa, ele acaba se apaixonando pela voz deste programa informático, dando início a uma relação amorosa entre ambos. Esta história de amor incomum explora a relação entre o homem contemporâneo e a tecnologia.


É curioso observar o visual do filme que, mesmo se passando no futuro, tem um tom retrô, principalmente relacionado à caracterização física dos personagens (o filme possui uma ótima fotografia). A trilha sonora triste, aliada a um tema que requer muitas discussões pós-filme, sobre mundo real e virtual, amores impossíveis e possíveis e o quão complexo pode ser um relacionamento. 

Quem faz a voz de Samantha (o sistema operacional) é a atriz Scarlett Johansson. É interessante que mesmo sem a presença física da atriz, toda vez que a voz aparecia em cena, remetia imediatamente a imagem dela. Joaquin Phoenix está muito bem na pele do solitário e desiludido Theodore. Completam o elenco as belas atrizes: Amy Adams, que faz o papel da amiga do protagonista, e compartilha com ele os problemas emocionais e a alegria que é ter um sistema operacional inteligente em suas vidas; Rooney Mara, que interpreta a ex-esposa de Theodore. Ela aparece em cena, na maioria das vezes, em flashbacks do personagem. E Olivia Wilde em uma participação especial como uma garota que aceita sair para um encontro casual com o personagem de Joaquin Phoenix.

Apesar de ser um amor improvável e impossível, o qual a trama vai construindo, a interação entre a tecnologia e o ser humano nunca esteve tanto no auge como nos tempos atuais. Afinal, quantas vezes no dia você olha o whats app? Ou quantas horas passa "interagindo" em uma rede social com seus smartphones que, no caso de algumas pessoas, são amigos inseparáveis. Diante disso, o filme não deixa de ser uma metáfora exagerada do cotidiano onde as pessoas ficam cada vez mais conectadas com o mundo virtual. 

Apesar de todos os pontos positivos, o longa carrega uma melancolia muito grande que em certos momentos, fica cansativa. “Ela” é uma fábula interessante, e triste por mostrar a solidão e os questionamentos dos relacionamentos com a temática de ser feliz, independente de como as pessoas enxergam isso. O filme é diferente do que estamos acostumados a ver, e lembra muito “S1m0ne”, do diretor Andrew Niccol, sobre a estrela criada digitalmente (que não existe) e ganha fãs e admiradores do mundo inteiro. Recomendo o filme para quem curte drama. 

Avaliação: Bom 




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