16 de fevereiro de 2014

Eu não fui feita de pedra, eu fui feita de sol



"Queimando, assim como o fosforo que você risca para incinerar
As vidas de todo mundo que você conhece
E qual é a pior coisa que você leva
De cada coração que você parte"- O trecho acima do texto é da banda My Chemical Romance.

Mas sou estatua. Tua estatua.
Quando percebo que mais rachaduras e conflitos se formam, mas a distância vai se formando, sei que tudo isso é questão de prioridade. Sabe?

As prioridades que temos na vida. Ora, eu sou sentimental. Minha base é feita de emoções. Mas não peço mais desculpas por ser o que sou. Água, fluida, das chuvas e das lagrimas.
E eu percebo que amor é tudo para mim. Nem ligo muito para coisas sólidas, coisas palpáveis. Um monte de sapatos novos e um pote de sorvete não preenchem o vazio.

 Mas olha, é verdade quando eu digo: eu não ligaria de estar embaixo de uma ponte, desde que fosse com você. Só de estar com você eu já estaria mais feliz do que eu dominasse o mundo e eu possuísse tudo, porque se eu tivesse tudo mas não tivesse você, não me adiantaria de nada.

E me chamem de louca, me chamem de desequilibrada, sensível, emotiva. Dramática. Mas essa é a minha forma de amar, é assim que eu amo, é assim que eu dou amor. Se eu te amo, bem vindo ao centro do meu universo, tenha-me por inteira, eu não sirvo para mais nada. Fico louca. Perco o chão.

To aqui há meses amar de outra forma, ser mais racional, mais pedra, um tanto quanto mais dura, mas tenho conhecimento de causa: no fundo eu ainda amor loucamente, desesperadamente, de perder a cabeça, tirar os pés no chão e me jogar a lua. Ainda sou meio louca. Ainda amo e odeio com intensidade irracional de quem é pura emoção. 

Ainda sinto tudo, qualquer coisa, na intensidade em que o sol queima quando a temperatura média é 45°. Não importa o quanto eu esteja tentando ser fria, eu sou estou em chamas, em ebulição.
Essa fachada de pessoa fria, racional e despreocupada é exatamente isso: uma mascara, uma parede de pedra. Sou mole como sorvete derretido e tão doce quanto. Me derreto fácil, me entrego fácil e te digo, quando se trata de amar, eu não sirvo para nada além de perder o controle.

Falo como se é que algum dia eu tivesse tido algum controle. Amor, eu não tenho controle. Nós as sensíveis incuráveis, eternas apaixonadas por qualquer coisa (seja essa paixão ódio ou amor, mas é intenso e incinera e consome tudo  a nossa volta, derrete e explode), não temos controle. Nenhum.
A gente finge que quer controle. Finge que quer ser racional. O que mais queremos é explodir o mundo em nossos sentimentos. Queremos ser a rainha da cena dramática mundial. Queremos chorar e gritar e amar como loucas que somos.

Agradeça a Deus se você é amado por uma dessas. Nunca terá um outro amor assim. Não nessa intensidade. Não dessa forma. Qualquer sentimento é tempestade. Já disse isso há muitos anos e continua sendo verdade: eu sou uma tempestade. Eu me contenho em chuviscos, mas a verdade é, minha alma é tempestade. E tudo o que eu quero é chover. 

Imagem: weheartit.com

Daniela Mendes, 20 anos, futura médica. Seu maior sonho sempre foi cursar medicina. Coleciona sapatilhas e esmaltes, e é apaixonada por livros, seriados, culinária e gatos

2 comentários:

  1. Dani do céu, que post incrível! Como é que tu consegue escrever sobre tantas coisas, tantos sentimentos assim? Amo demais, seus posts. Você sabe né? Continue assim, escrevendo porque você vai longe. Quando você publicar seu livro quero estar na primeira fileira heim? Bjos!

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