4 de fevereiro de 2014

O Lobo de Wall Street: fascinante, revoltante, estranho, barulhento, emocionante e completamente imoral


Está em exibição nos cinemas o filme “O Lobo de Wall Street”, quinta parceria entre o diretor Martin Scorsese e o ator Leonardo DiCpario. Ambos já se encontraram em “Gangues de Nova York” (2002), “O Aviador” (2004), “Os Infiltrados” (2006) e “Ilha do Medo” (2010). 

Com exceção de “Ilha do Medo”, todos os outros longas foram candidatos a Melhor Filme, sendo que apenas “Os Infiltrados” foi premiado. 

Sinopse: Durante seis meses, Jordan Belfort (Leonardo DiCaprio) trabalhou duro em uma corretora de Wall Street, seguindo os ensinamentos de seu mentor Mark Hanna (Matthew McConaughey). Quando finalmente consegue ser contratado como corretor da firma, acontece o Black Monday, que faz com que as bolsas de vários países caiam repentinamente. Sem emprego e bastante ambicioso, ele acaba trabalhando para uma empresa de fundo de quintal que lida com papéis de baixo valor, que não estão na bolsa de valores. É lá que Belfort tem a ideia de montar uma empresa focada neste tipo de negócio, cujas vendas são de valores mais baixos mas, em compensação, o retorno para o corretor é bem mais vantajoso. Ao lado de Donnie (Jonah Hill) e outros amigos dos velhos tempos, ele cria a Stratton Oakmont, uma empresa que faz com que todos enriqueçam rapidamente e, também, levem uma vida dedicada ao prazer.


“O Lobo de Wall Street” é pesado, forte e repleto de excessos. Seja nas cenas de drogas ou sexo, o longa é narrado pelo próprio protagonista que vai conversando com o espectador ao mesmo tempo em que vai contando sua história de ambição e luxo obtido através das fraudes cometidas para ganhar dinheiro.

O filme flui sem esforços; a história e o roteiro prendem o espectador. Não acho que Scorsese, em momento algum, quis fazer apologia a drogas, como li em algumas críticas, apenas narrou à história de vida de um cara que sempre buscou riqueza e, graças a suas influências e seu poder fantástico de persuasão, conseguiu o que queria curtindo a vida sem pensar nas consequências de seus atos e pensando só no momento em que estava vivendo. O longa mostra muito bem a história de Jordan, desde sua ascensão até o seu declínio, e, consequentemente, a ação e a reação de seus atos e escolhas. 

O elenco fantástico encabeçado pelo ótimo Jonah Hill, Rob Reiner, Jean-Jacques Saurel (de “O Artista”), Kyle Chandler (que interpreta o detetive do FBI, Jon Bernthal), a gatíssima Margot Robbie (Naomi a esposa de Jordan) e uma participação marcante de Matthew McConaughey. Ambos responsáveis pelo alivio cômico refletido em cenas de humor negro e sem vergonha nenhuma.


Com certeza o destaque absoluto da trama é o protagonista Leonardo DiCaprio que, como já falei inúmeras vezes em outras criticas, é um excelente ator e neste filme está sensacional! Se ele não ganhar o Oscar por esse filme, então algo está errado. Ele fez o papel muito bem, desde a ascensão de Belfort, sua queda e desde as cenas mais complexas até as cômicas. O filme é um presente de Scorsese para mostrar novamente o quão brilhante ator ele é. 

Por fim, tenho a dizer que apesar das três horas de duração se tornarem cansativas em alguns poucos momentos, Martin Scorsese consegue envolver o público com o filme. Jordan Belfort é um ser humano desprezível que não pensa nas consequências de seus atos, mas então, por que ele manteve a nossa atenção por tanto tempo? Esta peça funciona tão bem pois o personagem usa de uma farsa para delinear uma pessoa que vive tão longe da realidade de muitos, mas (repito) que tem um poder de persuasão e convencimento tão grande de uma vida sem preocupações financeiras (e sem responsabilidades) que é o que muitos almejam. 

Scorsese sabe que há valor de entretenimento e explora isso nas cenas para que o filme mantenha um ritmo hilário e maníaco por toda parte, nunca perdendo o pique até a farsa ser descoberta e a festa chegar ao fim. “O Lobo” é fascinante, revoltante, estranho, barulhento, emocionante e completamente imoral. Recomendo para quem gosta do gênero.

Avaliação: Ótimo 




1 comentários:

  1. Nossa Jorge, quero muito assistir esse filme sério. Vou ver se consigo. Amei o post.

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