21 de fevereiro de 2014

Robocop –político e inteligente


Estreia nesta sexta-feira o remake tão aguardado de “Robocop”. O diretor brasileiro José Padilha (Tropa de Elite 1 e 2) discute o facismo e a guerra de maneira inteligente e não tão violento como o clássico de Paul Verhoeven, dos anos 80.

Sinopse: 2028. Há vários anos, os drones têm sido usados para fins militares mundo afora e, agora, a empresa OmniCorp deseja que eles sejam usados também para o combate ao crime nas grandes cidades. Entretanto, esta iniciativa tem recebido forte resistência nos Estados Unidos. Na intenção de conquistar o povo americano, Raymond Sellars (Michael Keaton) tem a ideia de criar um robô que tenha consciência humana, de forma a aproximá-lo à população. A oportunidade surge quando o policial Alex Murphy (Joel Kinnaman) sofre um atentado, que o coloca entre a vida e a morte.

Na cena inicial, Padilha dá o molde do que será abordado durante a exibição: a convivência entre máquinas e humanos e a dúvida acerca do fato de ser positivo ou negativo esta relação. E então, o filme aborda opiniões de diferentes autoridades especialistas no assunto (um contra e outro a favor). No meio do conflito de opiniões, Samuel L. Jackson, brilhantemente, vai mostrando os resultados da disputa em seu programa de TV sensacionalista dos EUA, buscando, com essa introdução, filtrar opiniões do espectador para mostrar quem apoiaria, caso vivenciasse esta realidade.


A partir daí, o filme começa a abordar a história do protagonista Alex Murphy, desde a vida de policial competente até a relação com sua família e o acidente que mudaria sua vida para sempre. Então, entra em cena o Robocop, que é mais do que um policial do futuro, e, por trás de sua agilidade e competência, existe todo um conflito que envolve seu criador, sua família e, é claro, o idealizador da ideia de transformar as máquinas em um produto mais humanizado. 

É interessante acompanhar os diferentes pontos abordados durante a trama, que é inteligente e ousada por mostrar a corrupção onde não deveria existir  e as questões ligadas à ética e família. Apesar de ser um remake, o longa acaba como uma releitura da mudança que ocorreu há 27 anos, abordando as novas ameaças e novas ansiedades na sociedade.

O elenco é outro ponto positivo do longa. Rostos não tão conhecidos (como Joel Kinnaman, que é o protagonista e Abbie Cornish, que interpreta sua esposa) se juntam ao time de peso encabeçado pelos ótimos Gary Oldman, que é o médico criador do Robocop, Michael Keaton que é Raymond Sellars e Samuel L. Jackson, como Pat Novak.

É nítida a carga política implícita na trama, mas também são claras as boas sequências de ação, alívios cômicos nos momentos certos e uma história bem estruturada, que, aliada a um bom roteiro, transforma o filme hollywoodiano do diretor brasileiro em um ótimo programa de entretenimento. 

Padilha acerta em cheio com o novo Robocop! Recomendo.

Avaliação: Ótimo 




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