30 de março de 2014

Memórias



Minha falta de tempo é crônica. Já não passa e me acompanha, enquanto eu faço malabarismos para tentar fazer muita coisa caber. Mas não é sobre isso que eu estou escrevendo hoje.Sabe quando você já não consegue imaginar um tempo (por isso eu falei de tempo antes) em que viveu sem alguém? Sabe quando parece que quem eu era antes de você era outra pessoa, em outra vida que já não é mais a minha?

Eu lembro como era antes de você. Tem certas coisas que são difíceis demais de esquecer, porque talvez, nunca cicatrizem de fato. Em anos de vida, estamos juntos há muito pouco tempo, mas para mim já aconteceu coisas demais. (Mas essa é a minha falta de tempo crônica, não é mesmo? Muita coisa em tão pouco tempo).

Ando nostálgica. Levei você para conhecer lugares que fizeram parte da minha infância. Contei partes da minha infância. As coisas boas. Eu nunca acho palavras para dizer essa sensação que eu tenho - é horrível pensar que tanta coisa passou e agora não tem mais volta.

 As vezes me ocorre o pensamento: nunca mais vou ser criança de novo. Não dá medo? Dá, porque a única coisa que eu vejo agora é a vida adulta, a falada e temida vida adulta, cheia de responsabilidades. O tempo, as memórias, são coisas preciosas demais - e as vezes sinto que joguei muita coisa fora, perdi muito tempo me preocupando, enquanto poderia estar vivendo. Caiu aquela ficha que vida é maravilhosa.

Eu já não tenho mais nada a dizer o quanto eu sou grata a você. Não teria chegado aqui até hoje se não fosse por você. Eu consigo ser um completo desastre, impaciência encarnada. Mas é só porque você importa para mim e eu sei que você aguenta tudo. Já fui pior.
As vezes queria te dar toda a felicidade do mundo. O mundo todo. Todos os seus sonhos. Tudo o que você sempre quis. Porque você merece.

Já pensei em te dar tantos presentes - tantas "coisas". Mas o problema com coisas - roupas, livros, presentes em geral - é que elas se perdem. Sempre se perdem no tempo e no espaço, os anos se passam e o tempo leva. Memórias não. As memórias, se marcantes o suficiente, nos acompanham para toda a vida. São eternas.

O que eu mais quero te dar são memórias. É meu tempo. É compartilhar minha vida. Memórias, uma atrás da outra, marcantes o suficiente, para te acompanhar por toda sua vida - porque memórias, assim como meu amor por você, são eternas.

Daniela Mendes, 20 anos, futura médica. Seu maior sonho sempre foi cursar medicina. Coleciona sapatilhas e esmaltes, e é apaixonada por livros, seriados, culinária e gatos

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