16 de abril de 2014

Divergente- ritmo ágil e bom elenco agradará público jovem


Mais um filme de ficção adolescente que em breve será uma trilogia, chega aos cinemas nesta quinta-feira (17/04/2014). “Divergente” é protagonizado por Shailene Woodley (Os Descendentes), atriz revelação da atualidade. O longa é baseado na obra da jovem escritora Verônica Roth (não li nenhum dos livros e escrevo meramente com um espectador do filme). 

O filme mostra uma Chicago futurística, onde as pessoas são classificadas segundo qualidades necessárias para a vida comunitária, como sabedoria, amizade, audácia, etc. Beatrice (Shailene Woodley) não se encaixa em nenhuma delas e é considerada uma divergente. Ela conhece Tobias “Four” Eaton (Theo James) e descobre muitas coisas em comum com o rapaz. Juntos eles enfrentam os desafios e lutam pela sobrevivência.


O ritmo do filme é ágil e logo somos envolvidos pela história da protagonista, principalmente quando sabemos que ela é um divergente o que representa uma ameaça para as forças superiores totalitárias.  Neil Burger (Sem Limites) é o diretor. 

Divergente X Jogos Vorazes

É inevitável as comparações com “Jogos Vorazes”, porém, apesar da história ser realmente bem parecida, ambos possuem suas particularidades:

“Divergente” carrega mais elementos ficcionais que tem haver com realidade e sonho. Já “Jogos Vorazes” fala também de uma sociedade ditatorial, mais ligada a espetáculo e diversão (no caso da burguesia). 


“Divergente” aborda a falsa utopia com relação ao governo, onde uma sociedade que se passa por perfeita, porém, sem liberdade e com risco de controle mental. “Jogos Vorazes” mostra a ditadura, a comunicação é manipulada, os distritos tem cerca elétrica e serias punições para quem desafia o governo. A sociedade, em “Divergente”, é dividida em facções organizadas por virtudes. “Jogos Vorazes” mostra distritos explorados pelo governo em Panem, país fictício da América do Norte. Cada um tem sua função econômica de abastecimento ou militar. 

O treinamentos das protagonistas são parecidos, mas, “Jogos Vorazes” ainda consegue ser mais cruel na temática.  Em “Divergente”, Beatrice passa por testes físicos e psicológicos na Audácia, para conseguir uma vaga no topo e não ser eliminada. Caso ela não consiga passar no teste é banida e vira indigente sem facção.  Já Katniss (Jennifer Lawrence) de “Jogos Vorazes” vive um reality show de pesadelo, jogada em uma arena com 24 adolescentes para sobreviver a qualquer custo matando seus oponentes.

Mesmo com comparações, o longa protagonizado por Jennifer Lawrence consegue ser superior a “Divergente” graças a história mais intrigante, criativa com melhor matéria prima e referências criticas mais próximas a realidade. 

A evolução da protagonista


A trilha sonora pop acompanha as cenas de ação junto a uma boa fotografia e ótimos efeitos visuais. O elenco cumpre bem o papel a protagonista, vivida por Shailene Woodley, consegue transpor em cena os sentimentos da personagem e ao mesmo tempo mostrar sua evolução no decorrer da trama. A menina tímida e fraca apresentada para o público no início aprende a ser forte para pode sobreviver e lutar pelo ideal que acredita. Para o filme, Shailene teve uma preparação intensa que incluiu o manejo com armas de fogo e treinamentos corporais.

Jovens e experientes atores

Entre os atores veteranos estão; Kate Winslet como a fria e manipuladora Jeanine Matthews que é um personagem enigmático e fundamental na trama. A também veterana  Ashley Judd é a mãe de Beatrice, Tony Goldwyn o pai e Ansel Elgort, que em breve será visto com Shailene Woodley em “Escrito nas Estrelas”, é seu irmão mais velho. Theo James dá vida a “Four”, o protagonista masculino, ele não consegue trazer muita emoção ao personagem e sempre é visto com a mesma expressão facial do cara sério e preocupado. O ator já foi visto em outra franquia de ação; ele é David de “Anjos da Noite: Despertar” (2012). 


“Divergente” é um filme adolescente digno que vai agradar o público alvo por mostrar dinamismo e inteligência para vencer desafios. É claro que o romance existe, mas não vira o foco da trama, afinal de romances jovens e melados baseados em best-sellers, os cinemas estão cheios (Crepúsculos da vida). “Divergente” firma-se como um bom filme de aventura e vamos aguarda a segunda parte “Insurgente”, que já está em fase de produção. 

Avaliação: Bom  


1 comentários:

  1. Já li a trilogia Divergente todinha e achei a historia incrível principalmente o ultimo volume (convergente) me emocionei horrores e espero que a adaptação seja fiel ao livro e com relação a comparações com jogos vorazes realmente a trilogia nos faz lembrar um pouco a obra de Suzanne Collis mas como você disse cada uma com suas particularidades e ambos são obras magnificas que li e amei!

    http://voceeoquele.blogspot.com.br/2014/04/resenha-minha-pequena-grande-mulher.html

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