3 de abril de 2014

Noé- épico bíblico emocionante com surpresas, visual incrível e ótimas atuações


A famosa história Bíblica da arca de Noé é retrada nas telonas pelas mãos do diretor Darren Aronofksy. Antes da estreia nos cinemas, que está marcado para o dia 3 de abril, muitas polêmicas envolvendo disputas entre o diretor, estúdio e protestos de grupos religiosos, vem marcando a produção e gerando noticias em sites de cinema. 

Deixando de lado polêmicas e respeitando as livres licenças poéticas do diretor, vamos a avaliação do longa que, além de um forte drama com personagens bem explorados psicologicamente, é uma festa para os olhos, aliado ao bom 3D o filme consegue expandir sua magnitude através das imagens de histórias contadas pelo protagonista ou nos próprios sonhos de Noé. A fotografia e toda a estética do longa é incrível e muito bem elaborada.  A enorme arca é praticamente toda feita digitalmente, apenas o inicio foi realmente construído para ajudar na interpretação. Os animais, um casal de cada espécie, também são todos digitalizados. 


É difícil achar uma definição de gênero para o filme. Além de ser um épico bíblico, do meio para o fim ainda encontramos: ação, aventura e um drama surpreendente que, vindo das mãos de Darren Aronofksy (de Cisne Negro), vem acompanhado de sequências frenéticas um bom ritmo e doses de surpresas que fazem os espectadores ficarem de boca aberta esperando a próxima cena.  

As performances estão impressionantes, a começar por Russell Crowe, que constrói um Noé ao mesmo tempo bondoso e firme em seus valores. Jennifer Connelly é a esposa de Noé, Naameh, a bela está incrível em sua atuação e consegue transparecer toda a angústia de mãe perante as situações difíceis envolvendo a família. O sábio avó de Noé, Mathusalem, é interpretado pelo brilhante Anthony Hopkins, que no filme está muito bem, mas fisicamente lembra muito o Mestre do Magos da Caverna dos Dragões. Os filhos são interpretados pelos jovens atores: Douglas Booth (Sem), Logan Lerman (Ham), Leo McHung Carrol, e a filha adotiva, Ila vivida por Emma Watson.


Ila é outro personagem com bastante licença poética na trama. Ela tem um caso de amor com seu irmão adotivo, Sem. Na Bíblia, a esposa de Sem atende pelo nome “Zedequetelbabe” e não há menção a Ila. No longa ela vive o dilema de são se achar digna de casar com Sem por ser estéril  devido a grave ferimento na barriga que sofreu quando criança. Porém, seu destino e o de sua família muda no desenrolar da trama, sendo ela peça fundamental para história. Emma Watson está muito boa na pele de Ila, reforçando a boa atriz que é. 


Outro personagem que ganha muito espaço no filme é o do filho do meio Ham, interpretado por Logan Lerman, que vê todos ao seu redor felizes com seus pares e se desespera na busca de uma esposa  na dura transição de fase da adolescência para adulta. Graças à má influência de Tubal-Caïn (Ray Winstone), um viajante que se diz rei na cidade. Ham vive na história um dilema de valores que confronta diretamente Noé, seu pai. 


Esta não é a primeira vez que Russel Crowe e Jennifer Connelly trabalham juntos, ambos contracenaram em “Uma Mente Brilhante”. O mesmo acontece com Emma Watson e Logan Lerman que voltam a se encontrar depois do filme “As Vantagens de Ser Invisível”.

É impressionante como Darren consegue envolver o espectador, não só nas angústias e dores dos personagens, mas por mostrar um Noé ser humano  que comete erros, se arrepende e através das lições aprendidas por seus antepassados tenta repassar para seus filhos e proteger sua família. Tudo isso, perante uma humanidade perdida em desigualdades e covardias, onde sangue inocente era derramado e os seres humanos se comportavam como animais em busca de comida e bem-estar. 

Muitas vezes, Noé tentava proteger de maneira dura e errada a família para mostrar sua obediência a Deus. Porém, no fim das contas é Deus que acaba mostrando o caminho através da vida e do amor, transformando para sempre a vida do protagonista.

Como cristão, não vejo falta de respeito dentro da obra. “Nóe” não é um remake, mas sim uma tentativa de compreender alguns valores de uma maneira cinematográfica, mais didática, menos complexa e, é claro, sabendo que muita coisa dentro do filme, foi criada para contribuir com a evolução da história. Desde personagens (como é o caso dos gigantes de pedra), até situações criadas com o objetivo de melhor expor as metáforas presente nas cenas. 


Para conhecer a história em sua origem é só ir  pela  leitura da Bíblia e assim ter um melhor esclarecimento para fazer um comparativo  com  o longa. 

Avaliação: Ótimo 


1 comentários:

  1. Estou louca para assistir Noé (e tenho que admitir que é mais por causa da Emma Watson).

    xx
    Maya
    www.mayamoura.com

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