21 de maio de 2014

X-men- Dias de um Futuro Esquecido- Velhos conhecidos se juntam ao novo elenco da saga em um filme louvável


Lembro-me que há mais ou menos 14 anos estava no cinema e de repente começa o trailer inédito de “X-men- O Filme” (2000). A felicidade de ver seus personagens favoritos de infância em carne osso foi realmente algo que marcou. Logo estreou nos cinemas  e eu estava lá para acompanhar o longa experimental (super-heróis não estavam em alta na época) que abriu portas para as produções do gênero e apresentava ao mundo futuros astros não tão conhecidos (como Hugh Jackman e Halle Berry) e Bryan Singer, um diretor novato que era fascinado pelo universo dos mutantes. A partir daí veio o bom “X2” (2003) também de Singer, o terrível “X-men O Confronto Final” de Brett Ratner (2006), e em 2011 o ótimo “X-men Primeira Classe” de Matthew Vaughn, que prometia (e cumpriu) uma repaginada na história, contada do início com novos rostos e temáticas diferentes dos outros filmes. 

Quinta-feira agora, estreia no Brasil o aguardado “X-men- Dias de um Futuro Esquecido”, filme que mostra o conflito dos mutantes e a luta contra os robôs Sentilenas. Velhos conhecidos se juntam ao novo elenco da saga em um filme louvável que além de ação e ótimos efeitos, ainda consegue explorar os personagens e os dramas presentes em uma saga mais complexa. Bryan Singer volta a assumir a direção. 

Equipe formada

Os personagens não precisam de apresentação, são velhos conhecidos. No futuro, os mutantes são caçados impiedosamente pelos Sentinelas. Sobreviventes precisam viver escondidos, caso contrário serão mortos. Wolverine é enviado para uma viagem no tempo, rumo aos anos 1970, para procurar os ainda jovens Xavier e Magneto para que, juntos, impeçam que este futuro trágico para os mutantes se torne realidade.

O passado é mais explorado que o futuro nas cenas. Quando Wolverine volta para poder convencer Xavier e Magneto a mudar o rumo da história e salvar o futuro dos mutantes, forma-se uma equipe composta por; Logan (Hugh Jackman), Xavier (James McAvoy e Patrick Stewart) Magneto (Michael Fassbender e Ian McKellen) e Hank McCoy, o Fera (Nicholas Hoult). Durante o convívio dos quatro, magoas do passado e perdas são discutidas, tendo o espectador como cúmplice, explicando o paradeiro dos personagens do “Primeira Classe”  e exaltando a diferente personalidade de Xavier e Magneto. 



O longa é repleto de referências do próprio universo Marvel ou dos filmes passados. Fazendo uma ligação direta e não descartando as antigas produções. O filme tenta (mas infelizmente não consegue êxito total) consertar o que foi mal trabalhado, principalmente no que se diz respeito ao terceiro e tenebroso filme dos mutantes. E é claro, os filmes solos do Wolverine foram descartados por não ter como arrumar tamanha burrada feita para tentar contar a história de um dos mais conhecidos e queridos heróis Marvel.

Outra cena destaque é o encontro –através da mente- do jovem Xavier com o Velho Xavier. Ali, percebe-se a concretização de ideias para um professor desiludido e rebelde que, apesar do grande poder mutante que possuía, estava descrente devido as perdas físicas (o movimento das pernas) e emocionais, principalmente com relação a Raven (Mística), com quem tinha uma relação forte desde muito tempo. 

Realidade X Ficcção

As metáforas implícitas nas cenas são muitas e maiores, e estão sempre pareadas com a realidade por misturar justamente os dramas enfrentados pela busca da aceitação dos mutantes dentro da sociedade, e os fatos históricos que marcaram época nas décadas em que acontece toda a trama. Como, por exemplo, o envolvimento de Magneto com a morte do Presidente JFK. 



Os efeitos visuais são fantásticos e o filme ainda possui os alívios cômicos bem encaixados e relacionados principalmente a Wolverine que já é, com certeza, o personagem favorito do ator Hugh Jackman que o faz com total maestria e naturalidade. 

Velhos e novos mutantes

A participação da Vampira, interpretada pela atriz Anna Paquin, é ridícula. A personagem, que é tão querida nos desenhos e quadrinhos, aparece dois segundos em uma cena sem fala ou mera importância. Tanto que o nome da atriz deveria vir seguido dos dizeres “participação especial”. Acho que Vampira poderia ser até melhor explorada caso fizesse parte da equipe de jovens mutantes do futuro, visto que ali, ela já possuía aquele poder de voar e a superforça vista nos desenhos. 

A equipe de mutantes do futuro é composta por alguns velhos conhecidos X-men e conta com: Tempestade (Halle Berry), Colossus (Daniel Cudmore), Homem de Gelo (Shawn Ashmore) e Kitty Pryde (Ellen Page)- e outros jovens desconhecidos, os  “X-Force”, equipe alternativa do universo dos mutantes composta por: Bishop (Omar Sy), Blink (Fan Bingbing), Apache (Booboo Stewart) e Mancha Solar (Adan Canto). A sintonia do grupo na luta com os quase indestrutíveis Sentinelas mostra verdadeiro espírito de equipe dos X-men. São ótimas cenas de ação onde cada um explora seus poderes para tentar deter os robôs assassinos. 



Mercúrio (Evan Peters) é outro personagem mutante que não participa diretamente da trama toda, mas é marcante para o filme. O mutante é apresentado como um jovem rebelde que explora com diversão seus poderes fantásticos. A cena do Mercúrio na cozinha do pentágono ao som de Time in a Bottle, é memorável e muito bem produzida. 

A mística de Jennifer Lawrence é de fato fundamental para a história. E a atriz está a vontade na pela da mutante azul, que busca uma igualdade e um respeito para os mutantes dentro de uma sociedade que não aceita a presença dos heróis. É justamente esse sentimento o combustível que move o desejo de proteção e vingança carregado por Mística. E isso fica claro na cena da lágrima derramada (vista no trailer) quando ela se transforma no Doutor Bolivar Trask (Peter Dinklage), o cientista criador da Sentinelas, para ver provas das torturas e experiências que ele fazia com mutantes para o desenvolvimento dos robôs. 



X-men Dias de um Futuro Esquecido firma-se como um ótimo filme de super-heróis, onde não só o visual ou a ação é importante, mas todo o contexto, as surpresas das participações especiais e toda agilidade das cenas. Durante 130 minutos vivenciamos uma história que flui sem dificuldade e carrega nostalgia boa para quem é fã dos mutantes e do universo Marvel. Recomendo e fiquem ligados na cena pós-créditos.   

Avaliação: Ótimo 



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