16 de setembro de 2014

Rio, Eu Te Amo – Vários diretores e atores juntos em uma homenagem digna a cidade maravilhosa


Onze diretores, sete nacionalidades e vários atores unidos para contar diferentes histórias de vida na cidade maravilhosa. “Rio, Eu Te Amo” segue a mesma linha dos filmes Cities of Love, que já apresentou Paris com o filme “Paris, je t’aime” (2006) e Nova York com “New York, I Love You” (2009).

Sinopse: “Rio, Eu Te Amo” reúne dez curtas de dez diretores brasileiros e internacionais. Cada uma das histórias revela um bairro e uma característica marcante da cidade. As histórias são; Dona Fulana por Andrucha Waddington. La Fortuna por Paolo Sorrentino. A Musa por Fernando Meirelles e Cesar Charlone. Acho que Estou Apaixonado por Stephan Elliott. Quando Não Há Mais Amor por John Turturro, Texas por Guillermo Arriaga. O Vampiro do Rio por Im Sang Soo, Pas de Deux por Carlos Saldanha. O Milagre por Nadine Labaki e Inútil Paisagem por José Padilha. 

Cada curta possui sua particularidade, sua poesia que liga os distintos retratos do Rio. Somos apresentados ao; amor, cultura, praia, crenças, lendas, riqueza, pobreza, felicidade e tristeza. Um misto de sentimentos que no fundo busca transformar os dez curtas em apenas um filme. Para isso, dois grandes atores (entre vários) são considerados os protagonistas por estarem presentes em (quase) todos os curtas e de alguma forma manter a ligação entre as histórias. São eles; Cláudia Abreu e Michel Melamed.


Diante das diferentes histórias de vida, três merecem destaque pelo potencial existente no drama que dava até para fazer um filme solo. São elas; “Dona Fulana”, “A Musa” e “Texas”. 

“Dona Fulana” apresenta para o público uma Fernanda Montenegro mendiga e carismática. Desapegada de tudo e de todos, pronta para viver a vida sem rótulos, sem regras e com uma coragem tão grande que chega até ser absurda. Ela é abordada pelo seu neto (Eduardo Sterblitch, do programa Pânico) que tenta tira-lá dos perigos das ruas do Rio.  A cena final do curta é realmente memorável.


Em “A Musa”, Vincent Cassel é um escultor das areias de Copacabana que se encanta por uma mulher comprometida. Quem nunca viu uma escultura dessas na praia? O curta é de uma particularidade única que mescla a concentração do escultor diante dos diferentes sons produzidos por pessoas distintas na passarela mais famosa do mundo; a calçada de Copacabana.


E Por fim, “Texas” com Land Vieira e Laura Neiva. Ao mesmo tempo em que o capitulo tem um potencial incrível de virar um filme solo, incomoda pelo dúbio final que pode ser interpretado de duas maneiras. O curta narra à história de Texas, um ex-lutador de boxe, que perde um braço e sua esposa não consegue mais andar depois de um grave acidente de carro. Movido pelo sentimento de culpa, ele esta disposto a fazer de tudo para arrecadar o dinheiro necessário para a cirurgia que pode curar sua mulher. Com isso, acaba se envolvendo em uma rede lutas clandestinas no Rio. Os curtas com teor cômico foram os mais descartáveis e mirabolantes, de menor relevância na trama.


Para quem já admira a cidade (como eu) o filme é um presente para os olhos. Com um belo visual e embalado pela trilha sonora bossa nova nas vozes de cantores brasileiros (como Gilberto Gil) e estrangeiros. 

Apesar do filme sempre exaltar as maravilhas da cidade, no curta “Inútil Paisagem”, o personagem de Wagner Moura cita as tristes realidades das grandes cidades (violência, desigualdade, etc) instigado por uma revolta que no fundo é movida pela desilusão amorosa do passado. Porém, só usa das palavras para descrever, nada de negativo é mostrado na tela durante o longa.

Completam o elenco; Rodrigo Santoro, Bruna Linzmeyer, Tonico Pereira, Roberta Rodrigues, Emily Mortimer, Marcelo Serrado, Débora Nascimento, Basil Hoffman, Ryan Kwanten, Regina Casé, Stepan Nercessian, Bebel Gilberto, John Turturro, Vanessa Paradis, Jason Isaacs, Land Vieira, Nadine Labaki, Harvey Keitel, Márcio Garcia e Cléo Pires.

O ator mirim Cauã Antunes também rouba a cena por completo no bem-humorado e emocionante “O Milagre”. 


“Rio, Eu Te Amo” é uma homenagem digna a cidade que é tão exaltada no exterior e tão admirada pela sua beleza natural e paisagens fascinantes, pela mescla do histórico com o antigo e o moderno, pela sua boemia presente de maneiras distintas em diferentes bairros. Recomendo!

Avaliação: Ótimo 


1 comentários:

  1. Olá, Jorge
    Tudo bom?
    Quero muito assistir esse filme, parece ter um enredo bem legal mesmo. Adoro as tuas dicas!
    Beijos*-*
    Território das Garotas

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